Quinta, 02 de julho de 2026

Operação Cerco Fechado registra 1.085 prisões em um mês e reforça presença do Governo de Minas em áreas estratégicas

Balanço apresentado mostra média de 36 prisões por dia e mais de 11 mil quilos de drogas apreendidos durante o primeiro mês da operação
As ações também resultaram no cumprimento de 407 mandados de prisão - Foto: PCMG/Divulgação

O governador Mateus Simões apresentou, nesta quarta-feira (1º), em coletiva de imprensa realizada no Palácio da Liberdade, o balanço do primeiro mês da Operação Cerco Fechado, estratégia de segurança e inteligência do Governo de Minas para combater organizações criminosas e ampliar a presença permanente do Estado em territórios considerados sensíveis. Iniciada em 1/6, a operação segue em curso, aliando repressão qualificada, ocupação estratégica e prevenção à criminalidade.

Durante a apresentação dos resultados, o governador esteve acompanhado do secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco; da comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), coronel Cleide Rodrigues; da chefe da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), delegada-geral Letícia Gamboge; do secretário de Estado Adjunto de Justiça e Segurança Pública, coronel Edgard Estevo;  do delegado regional de Polícia Judiciária da Polícia Federal (PF), Alisson Sabarense; do superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Minas Gerais, inspetor Fábio Henrique Silva Jardim.

Em um mês de atuação, a Operação Cerco Fechado contabilizou 1.085 prisões, média de 36 por dia. Foram apreendidos 11.823 quilos de drogas. As ações também resultaram no cumprimento de 407 mandados de prisão, na condução de 1.307 pessoas às delegacias, na apreensão de 100 adolescentes, 131 armas de fogo, 2.415 munições e 95 armas brancas e simulacros.

Entre os resultados de destaque estão as prisões de seis indivíduos ligados a organizações criminosas procurados por crimes como homicídio, tráfico de drogas, feminicídio, incêndio criminoso e crimes sexuais. O trabalho foi resultado da ação do Grupo Integrado de Capturas, formado por agentes da Sejusp-MG, da PF e da PMMG. Além disso, em ação conjunta da PF e da PMMG, foi possível realizar a prisão, em Guarulhos (SP), de uma foragida condenada por financiar o tráfico internacional de drogas.

“Uma operação desse tamanho, passando já por mais de 30 comunidades diferentes, em oito cidades, a gente não teve nenhum policial ferido. E isso temos que comemorar. Como a gente sempre diz, a operação não tem data para terminar. Lembrando que tanto o PCC, quanto o Comando Vermelho, quanto o Terceiro Comando  Puro foram afetados por essa ação até aqui”, disse o governador.

Operação em Belo Horizonte

Nesta quarta-feira, a Operação Cerco Fechado também realizou uma ação específica nos aglomerados Cabana do Pai Tomás e Ventosa, em Belo Horizonte, para o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão contra alvos ligados a facções criminosas e investigados por envolvimento com o tráfico de drogas e pela prática conhecida como “governança criminal”, caracterizada pela tentativa de domínio territorial exercido por organizações criminosas.

A operação contou com a participação de 307 policiais, sendo 103 policiais militares, 190 policiais civis e 14 policiais penais, além do emprego de 73 viaturas das Forças de Segurança, um helicóptero e dois cães utilizados no apoio às ações. Duas pessoas foram presas e 35 mandados de busca e apreensão expedidos, resultando na apreensão de porções de cocaína, crack e maconha.

Segurança no interior e na capital

A Operação Cerco Fechado foi iniciada simultaneamente em seis Regiões Integradas de Segurança Pública (Risps), abrangendo inicialmente os municípios de Belo Horizonte, Juiz de Fora, Uberaba, Uberlândia, Manhuaçu e Teófilo Otoni, Araguari e Montes Claros, totalizando oito cidades contempladas. As ações são voltadas para áreas prioritárias em cada região, consideradas estratégicas em razão de suas dinâmicas criminais e da necessidade de atuação integrada e permanente do poder público.

O foco do trabalho inclui o cumprimento de mandados judiciais, captura de foragidos, combate ao tráfico de drogas e armas, fiscalização de rotas utilizadas por organizações criminosas e ocupações estratégicas em áreas com maior incidência de criminalidade.

Paralelamente, unidades prisionais dos municípios também passaram por revistas coordenadas realizadas pela Polícia Penal de Minas Gerais (PPMG), reforçando o enfrentamento às estruturas criminosas dentro e fora do sistema prisional.

Governo Presente nas comunidades

Além das ações de repressão, a Operação Cerco Fechado prevê uma etapa voltada à prevenção da criminalidade e ao fortalecimento da presença do Estado nas comunidades atendidas.

Após o período de atuação ostensiva, os territórios passam a receber programas da Subsecretaria de Prevenção à Criminalidade (Supec) e da Subsecretaria de Políticas sobre Drogas (Supod), vinculadas à Sejusp-MG, ampliando as ações sociais e preventivas.

Como parte dessa estratégia, o Governo de Minas também promoveu, por meio da Ouvidoria-Geral do Estado de Minas Gerais (OGE-MG), edições da Praça de Serviços do Governo Presente nas comunidades Morro das Pedras, Cabana do Pai Tomás, Vila Cemig e Pedreira Prado Lopes, em Belo Horizonte, reunindo serviços públicos gratuitos para fortalecer a cidadania e aproximar o Estado da população.

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