A secretária municipal de Saúde de Itabira, Fabiana Machado, revelou nesta terça-feira (2) durante a prestação de contas do primeiro quadrimestre de 2026 na Câmara Municipal, que a dívida da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) com o município totaliza R$ 28.280.119,35.
Esse montante representa uma diminuição em comparação ao total informado pela secretária em agosto do ano passado, onde a dívida ultrapassava R$ 29 milhões. Naquele momento, Fabiana destacou que os débitos acumulados eram de R$ 29,3 milhões.
“Parte das dívidas de anos anteriores foi quitada pelo Estado, mas os novos atrasos registrados em 2026 continuam impactando as finanças da saúde municipal. As dívidas anteriores chegaram a R$ 42 milhões. Atualmente, elas estão em R$ 15.343.755,00, mas a dívida deste ano já soma R$ 12.936.364,26”, detalhou a secretária.
Sob a gestão da secretária, os valores previstos pela SES-MG nunca foram pagos integralmente. “Desde que assumi, nunca vi o valor esperado ser repassado por completo”, afirmou Fabiana.
A dívida resulta de recursos pactuados entre o Estado e o município que não são enviados na totalidade durante o exercício anual. Fabiana explicou que as resoluções são acordadas no ano anterior, mas ela sempre recebe menos do que o esperado, o que gera acumulação de dívida.
Os dados apresentados indicam que a Prefeitura continua a arcar com a maior parte dos custos da rede de saúde municipal. Entre janeiro e abril de 2026, Itabira investiu R$ 54,2 milhões em ações e serviços de saúde, correspondente a 27,66% das receitas próprias do município, muito além dos 15% exigidos por lei. No mesmo período, a Secretaria Municipal de Saúde teve despesas de R$ 132,7 milhões, com a participação municipal representando 54% dos gastos, enquanto a União contribuiu com 35% e o Estado apenas com 11%.
“Está claro que o município é o ente mais sacrificado nas despesas de saúde”, afirmou a secretária.
Até o primeiro quadrimestre de 2026, Itabira recebeu R$ 50,98 milhões em transferências da União e do Estado, sendo R$ 43,34 milhões do governo federal e R$ 7,49 milhões do governo estadual. Apesar dos repasses, Fabiana enfatizou que a diferença entre os valores pactuados e os recebidos continua sendo um grande desafio para o financiamento dos serviços de saúde na cidade.























