Ativistas, pesquisadores, advogados e estudantes se reuniram neste domingo para a 5ª Caminhada do Silêncio, em memória das vítimas da violência estatal. O ato teve início em frente ao antigo Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), localizado na Rua Tutoia.
O tema desta edição foi “Ainda estamos aqui”, inspirado no filme de Walter Salles, que recentemente recebeu um Oscar e é uma homenagem à advogada Eunice Paiva.
A principal meta da caminhada é preservar a memória histórica e combater a impunidade das violências perpetradas pelo Estado, tanto durante a ditadura militar quanto na contemporaneidade.
Durante o ato, os manifestantes exibiram cartazes com fotos de desaparecidos políticos e faixas exigindo a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que é acusado de envolvimento na trama golpista que culminou nos eventos de 8 de janeiro de 2023.
Em São Paulo, a mobilização contou com a presença de familiares de torturados durante o regime militar e de grupos de apoio, reunindo-se em frente ao DOI-Codi, local onde o jornalista Vladimir Herzog foi assassinado.
A caminhada foi encerrada no Monumento em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos Políticos, situado no Parque Ibirapuera.
Entre os organizadores da mobilização estão o Movimento Vozes do Silêncio, o Núcleo de Preservação da Memória Política, o Instituto Vladimir Herzog e a Organização dos Advogados do Brasil (OAB-SP), além do apoio de diversas entidades da sociedade civil, como a Anistia Internacional Brasil, a Comissão Arns e a União Nacional de Estudantes (UNE). O evento foi incluído no calendário oficial da cidade de São Paulo por meio de uma lei proposta pelo deputado estadual Antonio Donato (PT).
























