Domingo, 16 de agosto de 2026

Justiça de Minas Gerais torna réu homem acusado de feminicídio

Alison de Araújo Mesquita, acusado de matar a esposa e simular um acidente de trânsito para ocultar o crime, torna-se réu por feminicídio em Minas Gerais.

Justiça de Minas Gerais torna réu homem acusado de feminicídio
Foto: Divulgação/TJMG

A Justiça de Minas Gerais acolheu a denúncia do Ministério Público e tornou Alison de Araújo Mesquita réu por feminicídio, após ser acusado de matar sua esposa, Henay Rosa Amorim, de 33 anos, e tentar encobrir o crime forjando um acidente de trânsito. A decisão foi proferida pela juíza responsável pelo caso, que também manteve a prisão preventiva do réu, que está detido desde dezembro de 2025.

Alison responderá por feminicídio qualificado, com agravantes que incluem violência doméstica e familiar, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de fraude processual.

Segundo a denúncia, o crime teria ocorrido na madrugada de 14 de dezembro de 2025, em um apartamento situado no bairro Nova Suíça, na região Oeste de Belo Horizonte. A investigação aponta que Henay teria manifestado a intenção de encerrar o relacionamento, levando a um desfecho trágico em que ela foi asfixiada por Alison.

Horas após o homicídio, Alison teria colocado o corpo de Henay no banco do motorista do carro do casal, simulando um acidente na MG-050. A suspeita é de que ele tenha causado uma colisão no km 90 da rodovia, entre Belo Horizonte e Divinópolis, para fazer parecer que a morte havia sido um acidente de trânsito.

As investigações realizadas pela Polícia Civil apontaram vários elementos que corroboram a versão de feminicídio, incluindo imagens de câmeras de segurança que registraram Alison retirando o corpo do apartamento e colocando-o no veículo. Também foram reunidos laudos periciais, vestígios de sangue no local do crime, relatos de agressões anteriores e registros em um pedágio, onde a vítima já aparentava estar inconsciente enquanto o réu dirigia.

Conforme o inquérito, o relacionamento houvesse sido marcado por episódios de violência, com registros de ocorrências e mensagens da vítima denunciando agressões físicas e psicológicas. A necropsia confirmou que a causa da morte foi asfixia por constrição cervical, eliminando a possibilidade de que o óbito tenha resultado do impacto da colisão na rodovia.

A defesa de Alison informou que confia na atuação da Justiça e que pretende apresentar seus argumentos no decorrer do processo, contestando os elementos coletados durante as investigações.

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