Quarta, 04 de novembro de 2026

Justiça do Rio determina perícia na estrutura da Refinaria de Manguinhos

Medida busca definir alternativas de aproveitamento econômico para o complexo industrial falido e garantir pagamento a credores
Refinaria de Manguinhos será avaliada para aproveitamento da estrutura

As instalações da antiga Refinaria de Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro, passarão por uma rigorosa avaliação técnica para definir o destino econômico da estrutura. A determinação partiu da Justiça fluminense, que busca inventariar e mensurar o valor dos equipamentos e dos prédios que compõem o parque fabril, cuja falência foi decretada no final de agosto.

Peritos vão inventariar equipamentos e edificações

A ordem para a vistoria foi emitida pela 5ª Vara Empresarial da Capital. O juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira considerou a medida indispensável para o prosseguimento do processo e autorizou a contratação de especialistas para realizar o levantamento completo em campo.

De acordo com o magistrado, “O complexo industrial tem características específicas e não pode ser aproveitado para outra finalidade que não seja a produção de combustíveis e atividades relacionadas.”

Expectativa de geração de empregos e quitação de dívidas

O magistrado destacou ainda a importância do aproveitamento do local. “A retomada de alguma atividade industrial poderá gerar empregos diretos e indiretos e permitir que o Estado e os demais credores recuperem parte dos valores devidos.”

O cronograma estabelecido pela Justiça determina que os profissionais nomeados iniciem os trabalhos em um prazo de dez dias. Além disso, a primeira avaliação preliminar deverá ser entregue em até 30 dias após o início das diligências.

Fiscalização e propostas de uso temporário

O processo de vistoria contará com a participação de diferentes órgãos e entidades para garantir a transparência e a segurança técnica dos procedimentos. O governo estadual e o Instituto Combustível Legal acompanharão as visitas por meio de técnicos próprios. Já a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis indicará um profissional para monitorar os trabalhos e inventariar os produtos estocados nos tanques.

A perícia também servirá para subsidiar estudos sobre uma proposta apresentada pelo Instituto Combustível Legal. A entidade sugere o uso provisório do espaço como terminal para guardar combustíveis que forem apreendidos ou retidos em operações fiscais e policiais.

Apesar da autorização para aprofundar os estudos sobre essa alternativa, o juiz Arthur Magalhães fez questão de ressaltar que a decisão não concede permissão para que o local seja ocupado ou operado de imediato.

Com informações Agência Brasil

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