A barragem B1-A, da Emicon Mineração, é um estrutura imponente com um volume total de aproximadamente 914,5 mil metros cúbicos, e a altura de um prédio de 12 andares. Nesta quinta-feira (24), a Agência Nacional de Mineração (ANM) anunciou a elevação do nível de emergência da barragem localizada em Brumadinho para o nível 2.
A barragem B1-A é distinta da barragem B1, administrada pela Vale, que sofreu um trágico rompimento em 2019, resultando em 270 fatalidades. Para contextualizar, a estrutura da Vale despejou 12 milhões de metros cúbicos — um volume aproximadamente 13 vezes maior do que o da B1-A. Em comparação, a tragédia de Mariana, ocorrida em 2015, liberou 43,7 milhões de metros cúbicos.
O aumento de alerta para o nível 2, penúltimo na escala de três níveis da ANM, resulta na necessidade de medidas preventivas, como a evacuação de áreas de risco. No entanto, as autoridades asseguram que atualmente não há indícios de uma ruptura iminente.
A B1-A, classificada como barragem de rejeito de minério, possui 37 metros de altura e 273 metros de comprimento de crista, o que equivale a quase três campos de futebol dispostos em linha. Este empreendimento iniciou suas operações em dezembro de 1996 e foi desativado em 2 de janeiro de 2014.



























