Chiquinho era um Yorkshire charmoso que trouxe muita alegria para a casa, homenageando até o nome de São Francisco de Assis. Ele se via como o verdadeiro dono daquele “imenso” universo, perambulando por todos os cantos com autoridade e elegância, e sempre atento ao que acontecia na rua, principalmente ao movimento de motoqueiros, que ele detestava.
Com apenas sete anos, Chiquinho estava acostumado a uma vida saudável e feliz, mas foi acometido por uma grave insuficiência renal, possivelmente provocada por uma planta tóxica. O veterinário Alexandre Pereira fez o possível, mas, após uma semana de intenso tratamento, a triste notícia chegou: Chiquinho faleceu.
A imagem dele deitado serenamente na mesa do consultório ficou marcada na memória. O autor destaca a tristeza e a reflexão sobre a vida e a morte, sugerindo que a morte não é o fim, mas uma continuação da existência. Apesar da dor pela perda, Chiquinho deixou valiosas lições de amor, gratidão e alegria.
Esta crônica, que ecoa um sentimento comum entre muitos que já passaram pela experiência da perda de um animal querido, destaca a necessidade de compartilhar o sofrimento. Um lembrete importante: “cães não combinam com jardins, apenas os poetas os entendem”.
























