Quarta, 03 de junho de 2026

Vigília pela Terra no Rio destaca a urgência da conscientização ambiental antes da COP30

Vigília pela Terra no Rio destaca a urgência da conscientização ambiental antes da COP30
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

No último sábado (30), um grande gramado situado entre a Igreja da Candelária e o Centro Cultural Banco do Brasil, no centro do Rio de Janeiro, foi o palco da Vigília pela Terra. O evento, que antecede a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), realizada em Belém, visou conscientizar a população sobre o combate ao aquecimento global.

A vigília, promovida pelo Instituto de Estudos da Religião (ISER) em conjunto com diversas organizações, reuniu líderes religiosos e cidadãos em um clamor por uma ação coletiva em defesa do meio ambiente. O evento contou com uma programação rica que incluiu apresentações musicais, de dança e gastronomia.

A diretora-executiva do ISER, Ana Carolina Evangelista, destacou a importância de mobilizar grupos de fé na proteção ambiental, ressaltando como os ensinamentos baseados em crenças religiosas podem ser aliados nesse esforço. “Os grupos de fé deveriam ser defensores naturais da Terra”, observou. Além disso, ela abordou a necessidade de enfrentar o negacionismo sobre as mudanças climáticas, referindo-se à resistência existente em várias esferas da sociedade.

A COP30, programada para ocorrer entre 10 e 21 de novembro, irá reunir especialistas, autoridades e ativistas de diferentes países para debater o futuro do clima global e garantir que as comunidades mais afetadas pelas mudanças climáticas recebam atenção. Este ciclo de vigílias irá se estender por todas as regiões do Brasil, com a próxima parada em Manaus e Natal.

“Temos visto uma recepção calorosa e muito engajamento do público”, afirmou Ana Carolina, que atribui o sucesso da vigília ao estreito vínculo entre líderes religiosos e suas comunidades. A participação da comunidade é crucial, e eventos desse tipo visam a pluralidade e a inclusão de diferentes vozes, incluindo aquelas sem religião.

A Vigília pela Terra é mais do que um evento; é um chamado à ação por um mundo mais justo e consciente ambientalmente. A dança e a música foram elementos importantes para levar essa mensagem a todos os presentes, como destacou Maria Lalla Cy Aché, do grupo Danças da Paz Universal.

O babalaô Ivanir dos Santos reafirmou que as religiões de matriz africana têm uma forte conexão com a natureza e que a busca por equilíbrio na relação com o meio ambiente é fundamental para a sobrevivência de todos. Ele enfatizou que o respeito à natureza deve estar na base de todas as práticas religiosas, evitando a exploração excessiva dos recursos naturais.

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