A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou neste domingo (22) que a COP15, realizada em Campo Grande (MS), é uma oportunidade para que líderes de todo o mundo mostrem que cooperação e solidariedade podem ultrapassar as barreiras do contexto geopolítico atual, repleto de conflitos bélicos e tarifários.
O evento reúne representantes de 132 países e da União Europeia, todos signatários da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), com o intuito de aumentar a colaboração internacional para enfrentar os desafios da conservação da biodiversidade que envolvem espécies migratórias.
Marina enfatizou em seu discurso de abertura: “Esses animais silvestres nos ensinam que, assim como a natureza, que não reconhece fronteiras, a cooperação e a solidariedade têm o poder de flexibilizar essas limitações em nome do bem comum.”
“Diante de tantas incertezas, agravadas por decisões unilaterais, façamos desta COP15 um momento forte de defesa do multilateralismo, que é o único caminho para resolvermos nossos problemas,” acrescentou a ministra.
Marina Silva também ressaltou que, além de um desafio multilateral, a crise climática e a perda de biodiversidade estão impactando de maneira severa a vida de diversas espécies, inclusive a de muitos seres humanos, especialmente os mais vulneráveis.
A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) revelou que 9,8% da população latino-americana vive em pobreza extrema, mostrando um aumento de 2,1 pontos percentuais em relação a 2014, quando a COP11 ocorreu no Equador, comparou a ministra.
A programação da COP15 terá início oficialmente nesta segunda-feira (23) e seguirá até o próximo domingo (29), incluindo plenárias, apresentações de pesquisas e um amplo leque de atividades abertas ao público sobre biodiversidade e mudanças climáticas.
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