Sábado, 18 de abril de 2026

Brasil sedia a 15ª Conferência da ONU sobre Espécies Migratórias

Brasil sedia a 15ª Conferência da ONU sobre Espécies Migratórias
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Entre os dias 23 e 29 de março, Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, será sede da 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15). Este encontro será precedido por uma sessão de alto nível neste domingo (22), onde líderes e chefes de estado de 132 países e da União Europeia assinarão a Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS).

A COP15 representa o início de um novo ciclo de negociações e acordos de cooperação internacional, com o Brasil à frente. O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, liderará os debates sobre proteção das espécies migratórias.

Agenda da COP15

No encontro, será abordada uma agenda extensa, com mais de 100 itens. A convenção possui dois anexos: um para espécies migratórias ameaçadas de extinção e outro para aquelas que não estão ameaçadas, mas requerem atenção. Novos dados e estudos da comunidade científica serão apresentados para identificar novas espécies a serem protegidas.

Importância do Debate

O Brasil, que abriga um grande número de espécies migratórias, como aves, peixes e mamíferos, possui uma biodiversidade singular. Espécies como a toninha e a baleia jubarte são exemplos de fauna que migratória pelo território brasileiro, tornando a participação do Brasil na COP15 essencial para a conservação global.

“O Pantanal é uma área crucial para a vida de várias espécies migratórias e é vital que o Brasil amplie suas ações de proteção”.

Escolha de Campo Grande

Campo Grande foi selecionada como sede da COP15 por sua localização no Pantanal, o maior ecossistema úmido do planeta, servindo de rota para numerosas espécies migratórias. A conferência visa destacar a necessidade de proteger esse patrimônio ambiental.

Cooperação Internacional

A convenção busca garantir a proteção das espécies migratórias através de coordenação entre os países. Mudanças climáticas, degradação de habitat e poluição são algumas das ameaças que serão discutidas. O Brasil tem promovido alternativas, como a criação de áreas de proteção específica, visando preservar as rotas migratórias.

O financiamento das ações de conservação é também uma pauta da COP15, que espera fortalecer a cooperação internacional e ampliar o engajamento global na proteção das espécies migratórias.

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