O mercado financeiro brasileiro encerrou o pregão desta quinta-feira (22) com forte pressão sobre as empresas do setor de mineração e siderurgia. A Vale (VALE3) liderou o movimento de baixa, registrando desvalorização de 3,97% e encerrando o dia cotada a R$ 61,49. O desempenho negativo da mineradora refletiu a tendência observada em players globais, impactada diretamente pela desvalorização do minério de ferro na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE), na China, onde o contrato futuro mais líquido recuou 1,62%, sendo negociado a 669 iuanes (US$ 100,23) por tonelada.
Impacto nas siderúrgicas nacionais
A onda de pessimismo contaminou as principais siderúrgicas brasileiras, que também fecharam o dia no campo negativo. A CSN (CSNA3) teve uma queda de 5,43%, enquanto as ações preferenciais da Usiminas (USIM5) declinaram 4,81%. O grupo Gerdau (GGBR4) acompanhou o movimento, com retração de 3,92% em seus papéis.
Além da pressão externa, o setor enfrenta dificuldades no mercado interno. Dados do Inda revelaram que a comercialização de aços planos — que representam aproximadamente um terço das vendas das siderúrgicas no Brasil — apresentou uma queda de 7,2% em setembro, na comparação anual.
Cenário na China e novos acordos
A desvalorização das commodities é sustentada por incertezas sobre o mercado chinês. O recuo nos preços do minério ocorreu após a confirmação de que a estatal China Mineral Resources Group (CMRG) firmou um novo acordo com a mineradora Rio Tinto. A CMRG, que centraliza as compras chinesas de minério, comunicou o acerto a algumas siderúrgicas na última quarta-feira (21), embora sem divulgar termos específicos.
O contexto ganha complexidade ao recordar que, em agosto, a agência Reuters informou que a CMRG orientou siderúrgicas a interromperem negociações com a Rio Tinto para remessas a partir de setembro. Paralelamente, os dados do Escritório Nacional de Estatísticas indicam que a produção chinesa de minério de ferro bruto teve uma redução expressiva de 23,9% em setembro na comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando 63,11 trilhões de toneladas.
Fonte: Defatoonline























