Segunda, 13 de julho de 2026

MPMG solicita nova avaliação psiquiátrica para homem acusado de feminicídio em BH

O recente caso de um filho que matou e decapitou a própria mãe em Belo Horizonte mobiliza o Ministério Público de Minas Gerais, que solicita uma nova avaliação psiquiátrica do acusado. O caso traz à tona questões sobre o feminicídio e a saúde mental.

MPMG solicita nova avaliação psiquiátrica para homem acusado de feminicídio em BH
Foto: Reprodução

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apresentou à Justiça a denúncia contra um homem de 26 anos, acusado de assassinar e decapitar a própria mãe, de 54 anos, em Belo Horizonte. Além da denúncia, o MP requer uma nova avaliação psiquiátrica do acusado, contestando o laudo da Polícia Civil que o considerou inimputável no momento do crime por apresentar um quadro psicótico. A Promotoria também solicita a manutenção da prisão preventiva do suspeito.

Segundo a acusação, as circunstâncias do crime configuram feminicídio qualificado, com agravantes que incluem o motivo torpe, o uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e a condição de mãe da vítima. A Promotoria justifica a necessidade de reavaliação das condições mentais do acusado com base em evidências coletadas durante a investigação.

De acordo com a denúncia, mãe e filho residiam juntos há cerca de um ano, após o retorno do homem de Portugal. A relação entre eles era caracterizada por violência psicológica, ameaças e controle financeiro, onde o acusado se negava a trabalhar e exigia que a mãe arcasse com todas as despesas. O crime ocorreu na madrugada de 21 de junho, quando o homem estrangulou a mãe enquanto dormia e a atacou com uma faca, resultando na decapitação da vítima.

Após a ação, o acusado permaneceu no apartamento, onde foi encontrado pela polícia, que precisou arrombar a porta após denúncias de vizinhos sobre a ausência da mulher. O homem confessou o crime e entregou a faca utilizada no assassinato.

Um laudo de sanidade mental elaborado pela Polícia Civil afirmou que o acusado estava completamente incapaz de entender a ilicitude de seus atos, recomendando tratamento psiquiátrico em regime de internação. No entanto, a Promotoria contesta esta conclusão e pede uma nova perícia.

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