A Justiça de Minas Gerais determinou que o policial penal Rodrigo Caldas Fonseca, acusado de matar sua namorada em Belo Horizonte, será levado a júri popular. A sentença foi assinada pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri, que também manteve a prisão preventiva do réu.
O crime ocorreu em agosto de 2025, em um apartamento no bairro Padre Eustáquio, na Região Noroeste da capital. Rodrigo responde por feminicídio, com as qualificadoras de violência doméstica e familiar, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Conforme a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais, o relacionamento entre o réu e a vítima foi marcado por conflitos. A acusação alega que Rodrigo tinha um comportamento possessivo e controlador. O crime teria ocorrido após a vítima manifestar a intenção de terminar o relacionamento, resultando em agressões e asfixia por parte do réu.
Depois do crime, ele tentou cometer suicídio, mas foi socorrido e detido por policiais. Durante o processo, Rodrigo passou por uma avaliação de insanidade mental, que concluiu que ele não apresenta dependência toxicológica e tem a capacidade de entender e se determinar em relação aos fatos.
A defesa solicitou a retirada das qualificadoras, mas a juíza entendeu haver elementos suficientes para mantê-las, considerando a situação de vulnerabilidade da vítima no momento do crime. Com isso, o caso seguirá para julgamento pelo Tribunal do Júri, em data a ser definida, e Rodrigo continuará preso preventivamente.
























