A desorganização tática do Cruzeiro, com generosos espaços concedidos ao adversário e a falta de criatividade ofensiva, culminou na derrota no último sábado (12) para o Santos, por 2 a 1, seguindo o mesmo roteiro de recentes tropeços do time.
Este resultado trouxe à tona a paciência da torcida celeste, que já não suporta mais essa repetição. Com esta derrota, o Cruzeiro encontra-se na sexta colocação, fora da zona de classificação direta para a Libertadores. Se o campeonato terminasse hoje (14), o clube, que possui um dos melhores elencos do país, não garantiria uma vaga na principal competição continental.
O resultado é um indicativo do desastre que se instalou, sobre o qual os responsáveis, como Pedro Lourenço, Artur Jorge e os próprios jogadores, devem ser responsabilizados. A gestão de Lourenço gera insegurança; embora ele tenha uma paixão indiscutível pelo clube, falta a ele duas características fundamentais: profissionalismo e pulso firme.
Esse cenário poderia ser suavizado se o empresário se cercasse de profissionais capazes, mas a realidade é que o comando do Cruzeiro é exercido por pessoas ricas, mas com pouca preparação.
Por outro lado, a enorme desorganização em campo não se justifica. Mesmo enfrentando as limitações do elenco, o treinador Artur Jorge possui ferramentas necessárias para constituir um time minimamente competitivo.
Atualmente, o coletivo é fraco, e as dificuldades enfrentadas contra equipes como Flamengo, Atlético e Santos expõem problemas graves, que apenas não resultaram em goleadas devido à presença de um dos melhores goleiros do país.
No entanto, assistir ao Cruzeiro em campo tem sido angustiante, especialmente em relação à defesa. Artur Jorge não consegue implementar o básico e a equipe se comporta como um time do início dos anos 2000 jogando em 2026. Essa realidade não só afeta a classificação na tabela, mas também desgasta jogadores-chave.
Atletas como Kaio Jorge, Gerson e Matheus Pereira já mostram sinais de cansaço junto à torcida. Além deles, as contratações como Rojas e Wesley também enfrentam a pressão da expectativa dos torcedores por resultados.
Enquanto para os torcedores o ano se encerra, o intuito do clube deve ser diferente. Mais do que garantir uma vaga na Libertadores, é obrigação de todos – time, gestão e treinador – projetar perspectivas melhores para 2027, em contraposição ao desastre que marcou 2026.
























