Domingo, 15 de março de 2026

Paciente aguarda transferência em Itabira: saúde em risco após ordem judicial

Paciente aguarda transferência em Itabira: saúde em risco após ordem judicial
Foto: Divulgação

Internada desde 27 de março deste ano no Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD), em Itabira, a paciente Eliana de Sales Braz, de 32 anos, enfrenta uma grave situação de saúde. Com suspeita de neuromielite óptica ou esclerose múltipla, Eliana aguarda, desde 31 de março, uma transferência via SUS-Fácil para uma unidade de maior complexidade, onde possa receber o atendimento adequado, incluindo o procedimento essencial de plasmaférese.

Mesmo após uma decisão judicial favorável, proferida no dia 30 de abril pelo juiz João Fábio Bomfim Machado de Siqueira, que determinou a transferência da paciente em até cinco dias, a ordem não foi cumprida. A família vive, assim, uma angústia crescente, enquanto o estado de saúde de Eliana continua a se agravar.

Segundo César Júnior, que acompanha Eliana, ela inicialmente apresentou sintomas leves, mas, mesmo medicada e liberada para casa, retornou ao hospital com uma piora significativa. “Ela está com paraperesia, perdeu os movimentos das pernas e agora também dos braços. Estamos desesperados”, relata.

O que dizem as instituições

A Secretaria Municipal de Saúde de Itabira confirmou que a paciente foi inserida no sistema SUS-Fácil em 31 de março. Na última segunda-feira (2), Eliana passou por uma nova avaliação de um neurologista, que atualizou seu prontuário para reforçar o pedido junto à Central de Internações, de Belo Horizonte. Enquanto a vaga não é liberada, a paciente segue sob os cuidados da equipe do HNSD.

O Hospital Nossa Senhora das Dores reiterou que a transferência depende da disponibilidade de vagas da regulação estadual, enfrentando dificuldades na obtenção de leitos para especialidades como neurocirurgia.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais confirmou a decisão judicial que exigiu a transferência em até cinco dias, afirmando que cabe às partes do processo exigir o cumprimento da ordem, uma vez que já houve manifestação clara sobre a urgência do caso.

A reportagem do portal DeFato Online também procurou a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, que até o fechamento deste material não havia se manifestado.

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