O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, tenta, sem sucesso, o enquadramento do ex-governador Romeu Zema (Novo-MG) no Inquérito das Fake News. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, tem recebido conselhos da cúpula da PGR para deixar o assunto em segundo plano.
Fontes dentro da PGR argumentam que, se Gonet decidir seguir a orientação de Mendes, ele deveria delegar a responsabilidades a um subordinado para tratar do parecer a favor da inclusão de Zema. Isso nos remete ao recente arquivamento de uma investigação contra o próprio Gilmar Mendes, em um caso de homofobia.
O pedido de investigação foi formalmente encaminhado pelo ministro Alexandre de Moraes à PGR após Mendes solicitar a inclusão de Zema no inquérito. O motivo seria um vídeo de animação postado por Zema, intitulado “Os Intocáveis”, que criticava a atuação dos ministros do STF.
No vídeo, um boneco representando o ministro Dias Toffoli solicita auxílio ao boneco de Gilmar na sequência em que a CPI do Crime Organizado analisou a quebra de sigilo de um sócio de Toffoli.
Uma manobra feita por Gilmar acabou suspendendo a ação de quebra de sigilo, ativando um processo antigo relacionado ao habeas corpus que controversamente frustrou o andamento de outro caso que estava sob relatoria do ministro André Mendonça.
A atitude de Gilmar Mendes fez com que o senador Alessandro Vieira (MDB-CE) pedisse o indiciamento do ministro no relatório da CPI do Crime Organizado, embora tal relatório não tenha sido aprovado devido à interferência do governo Lula.
Além disso, em uma reação inusitada, Gilmar pediu que Vieira fosse investigado por abuso de autoridade, reforçando um clima tenso entre os ministros e políticos envolvidos.
A crítica de Gilmar Mendes ao vídeo de Zema destaca sua indignação: a animação, que utilizava recursos de deep fake, infringe não apenas sua honra, mas também a imagem do STF, refletindo um esforço deliberado para deslegitimar a instituição.
Conclui-se que o embate entre Gilmar Mendes, Romeu Zema e a PGR poderia desdobrar-se em novas polêmicas envolvendo o STF e a política nacional.
























