A proposta de implementar a gratuidade no transporte público nas 27 capitais brasileiras gera perspectivas otimistas para a economia do país, com uma injeção de R$ 60,3 bilhões anuais e um impacto social comparável ao Programa Bolsa Família.
Essa conclusão é parte de um estudo revelado por pesquisadores das Universidades de Brasília (UnB) e Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), coordenado pelo professor Thiago Trindade, do Instituto de Ciência Política da UnB. O estudo sugere que essa estratégia pode ser uma ferramenta eficaz no combate a desigualdades raciais e socioeconômicas.
Financiado pela Frente Parlamentar em Defesa da Tarifa Zero no Congresso Nacional e apoiado pela Fundação Rosa Luxemburgo, a pesquisa afirma que a gratuidade do transporte se aplicaria ao transporte metropolitano de ônibus e trilhos, baseando-se em dados da Pesquisa Nacional de Mobilidade.
Liquidez e Estímulos Econômicos
Embora o estudo considere as isenções e gratuidades atuais, que totalizam cerca de R$ 14,7 bilhões, a injeção real na economia seria de R$ 45,6 bilhões, resultando em um aumento significativo do poder aquisitivo das famílias brasileiras.
Segundo o professor Trindade, “estamos falando de uma injeção de liquidez imediata no bolso das famílias brasileiras. Converter o gasto com passagens em renda disponível estimula o consumo e amplia a arrecadação de impostos sobre produtos”.
Comparação com o Bolsa Família
A proposta de tarifa zero pode oferecer um “salário indireto” e beneficiar principalmente as camadas mais vulneráveis da população e os moradores de periferias. O estudo argumenta que a gratuidade poderia ser institucionalizada como um direito social, semelhante ao SUS ou à Educação Pública.
“A implementação da tarifa zero em escala nacional reforçaria o protagonismo do Brasil na vanguarda das experiências globais de redução de desigualdades e aprofundamento democrático.”
Financiamento da Política
Os professores da UnB sugerem que o financiamento da política de transporte gratuito poderia vir da substituição do sistema de vale-transporte por um novo modelo, que não onere o orçamento da União. Estima-se que 81,5% dos estabelecimentos estariam isentos dessa contribuição.
Para mais informações sobre a viabilidade do financiamento, acesse a pesquisa completa.
























