Segunda, 25 de maio de 2026

Vereadores de Itabira aprovam construção de 80 casas populares, com um voto contrário

Vereadores de Itabira aprovam construção de 80 casas populares, com um voto contrário
Foto: Guilherme Guerra/DeFato

A Câmara Municipal de Itabira deu um passo importante ao aprovar, em primeiro turno, o Projeto de Lei 45/2026, que permite a doação de terrenos pela Prefeitura ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), ligado à Caixa Econômica Federal. Com isso, serão construídas 80 moradias populares pelo programa Minha Casa Minha Vida.

Após ter sofrido um pedido de vistas na última semana, a proposta gerou intensos debates entre moradores dos bairros Pedras do Vale e Fazenda do Lago, que clamam por mais diálogo e garantias de melhorias na infraestrutura local.

As moradias serão distribuídas entre os empreendimentos Pedras do Valle I (32 apartamentos), Pedras do Valle II (40 unidades) e Fazenda do Lago (8 moradias). O foco do projeto é atender famílias de baixa renda cadastradas no CadÚnico.

Durante a discussão, vereadores ressaltaram o significativo déficit habitacional de Itabira, defendendo a ampliação das políticas de habitação. Contudo, enfatizaram a necessidade de investimentos em infraestrutura, segurança e outros serviços nos bairros beneficiados.

O projeto recebeu apenas um voto contrário, do vereador Cidinei Rabelo, conhecido como “Didi do Caldo de Cana” (PL). Embora apoiasse a habitação popular, ele criticou a “falta de planejamento” e a ausência de garantias em áreas essenciais como saúde e segurança. “Meu voto é não. Exijo transparência e respeito com a população itabirana”, declarou.

O vereador Hudson Junio, conhecido como “Yuyu da Pedreira” (PSB), mencionou a histórica demanda habitacional da cidade, pontuando que o projeto representa esperança para muitas famílias em vulnerabilidade social. Ele destacou que a construção de novas moradias é uma oportunidade real.

O vereador Bernardo Rosa (PSB), que pediu vistas da proposta, reiterou a necessidade de contrapartidas para os bairros onde as moradias serão construídas. Ele enfatizou que a preocupação dos moradores vai além das famílias beneficiadas, levantando questões sobre a capacidade dos bairros de suportar o aumento populacional.

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