O Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi) definiu, em assembleia realizada na última sexta-feira (27), uma proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de 2026, que será encaminhada à Prefeitura da cidade. A proposta inclui um reajuste salarial de 6,79%, a retomada do cartão alimentação para todos os servidores, a redução do desconto do plano de saúde e a efetivação de compromissos do prefeito Marco Antônio Lage (PSB) relacionados ao Plano de Cargos e Salários (PCCS).
De acordo com a presidente do sindicato, Graziele Vieira Cachapuz Machado, o percentual de 6,79% foi escolhido por representar um ganho real acima da inflação e acompanhar o aumento do salário mínimo nacional. Ela ressaltou que a categoria vem acumulando perdas financeiras e em condições de trabalho nos últimos anos.
Grazi apontou que, em 2025, mesmo com uma revisão geral de 4,77%, o desconto do plano de saúde aumentou em 1,30% e houve um corte no subsídio que resultou em uma perda de 6,86% na renda dos servidores. Para o sindicato, oferecer apenas a reposição inflacionária, seja pelo IPCA (4,26%) ou pelo INPC (3,90%), não configura uma valorização real do funcionalismo.
Durante a assembleia, foi apresentado um comparativo com municípios vizinhos, evidenciando que, apesar da arrecadação superior em Itabira, os salários iniciais são menores em diversos cargos. Por exemplo, em São Gonçalo do Rio Abaixo, o salário inicial para um técnico superior é superior a R$8,6 mil, enquanto em Itabira não ultrapassa R$4 mil.
A presidente expressou otimismo quanto ao diálogo com o governo municipal, esperando que a proposta seja tratada com seriedade. Grazi declarou que não espera um embate complicado, mas sim um respeito institucional ao sindicato e à categoria, considerando que o prefeito já demonstrou disposição para conversar.
Os próximos passos incluem o protocolo da proposta junto à Prefeitura, com o sindicato aguardando uma resposta formal para começar as negociações sobre o reajuste. Ao mesmo tempo, reuniões paralelas já discutem questões como problemas com o ponto eletrônico e demandas específicas da educação.
Caso o governo não atenda às expectativas com uma contraproposta, o sindicato poderá intensificar sua mobilização.

























