Funcionários públicos da Prefeitura de Itabira decidiram não deflagrar imediatamente uma greve, após assembleia mediada pelo Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi). Contudo, a categoria optou por iniciar uma operação tartaruga a partir da próxima segunda-feira (11), também intensificando uma mobilização para observar a adesão dos trabalhadores à possível greve geral.
A mobilização é uma resposta a recentes alterações no cartão-alimentação dos servidores, que agora inclui critérios de faixas salariais para a concessão do benefício. Outra queixa se refere ao aumento do desconto em folha para custeio do plano de saúde, que passou de 3% para 4%.
No dia 7, uma comissão de servidores se reunirá com o jurídico do Sintsepmi para verificar a legalidade da possível greve e explorar a viabilidade de levar denúncias ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG). Também será analisada a possibilidade de um mandado de segurança para impedir cortes nos dias de trabalho dos servidores que aderirem a essa paralisação futura.
OPERAÇÃO TARTARUGA
A operação tartaruga, também conhecida como operação-padrão, é uma estratégia de protesto onde trabalhadores diminuem intencionalmente o ritmo de suas atividades, causando atrasos e interrupções nos serviços. Esta tática é usada como forma de pressão em negociações ou para chamar a atenção sobre reivindicações específicas.
Com isso, os servidores planejam reduzir o efetivo e o tempo de trabalho, intensificando sua mobilização.
MUDANÇAS NO CARTÃO-ALIMENTAÇÃO
A mudança na concessão do cartão-alimentação dos servidores surgiu como uma medida do Executivo municipal para lidar com a queda na arrecadação. Inicialmente, o benefício de R$470,01 seria suspenso para os servidores com salários superiores a R$4.517,22.
A proposta inicial não foi bem recebida, levando a prefeitura a apresentar novas regras: mantendo o cartão-alimentação para aqueles que ganham até R$4.517,22, e oferecendo 50% do valor (R$235) para salários entre R$4.517,23 a R$9.000. Servidores com salários acima de R$9 mil ficarão sem o benefício.
Essas novas condições foram enviadas à Câmara Municipal e aprovadas na terça-feira (5). Para a proposta ser implementada, o Legislativo irá repassar cerca de R$1,1 milhão ao Executivo, garantindo o cartão-alimentação para mais de 800 servidores.
Conforme dados da Secretaria de Administração e Governança, o novo programa de cartão-alimentação abrangerá 1.185 servidores com o benefício total, 841 com 50% do montante, enquanto cerca de 1.300 perderão o privilégio. A Prefeitura garante que também haverá uma reavaliação da situação, caso haja viabilidade orçamentária, com total transparência.
























