O assunto da construção de 80 moradias populares em Itabira ganhou destaque nesta semana durante as reuniões da Câmara Municipal. O vereador Bernardo Rosa (PSB) solicitou vistas ao Projeto de Lei 45/2026. Moradores, que participaram do plenário nesta terça-feira (19), fizeram um apelo por maior transparência e diálogo com a administração municipal, além de garantias quanto à infraestrutura antes da aprovação do projeto.
O projeto, enviado pelo governo do prefeito Marco Antônio Lage (PSB), permite a doação de três terrenos ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), vinculado à Caixa Econômica Federal, dentro do programa Minha Casa Minha Vida. A proposta abrange os empreendimentos Pedras do Valle I (32 apartamentos), Pedras do Valle II (40 unidades) e Fazenda do Lago (oito moradias).
Durante a reunião, o morador Gilmar Madeira, do bairro Pedras do Vale, frisou que a comunidade não se opõe à construção de moradias populares, mas desejam que o projeto seja discutido de maneira mais transparente e acompanhado por investimentos na área. Ele ressaltou que a condução do processo pela administração municipal não tem sido adequada: “Estamos abertos ao diálogo, pois queremos um consenso que beneficie ambas as partes”.
Gilmar ainda solicitou acesso aos estudos técnicos do projeto, incluindo o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), expressando preocupações com segurança, mobilidade urbana, infraestrutura e o temor de desvalorização do imóvel. Sem desconsiderar a importância das moradias, ele pediu que a discussão considere também as realidades dos atuais moradores.
Ao justificar seu pedido de vistas, o vereador Bernardo Rosa enfatizou a necessidade de ampliar o debate e garantir investimentos nas comunidades que receberão as moradias, sugerindo medidas como a instalação de câmeras de monitoramento, melhorias na iluminação pública e áreas de lazer.
“Queremos realizar isso com transparência para proporcionar segurança aos moradores e garantir uma convivência harmoniosa”, afirmou Bernardo.
A vereadora Jordana Madeira (PDT) também demonstrou compreensão às preocupações dos moradores e defendeu que o município arque com contrapartidas antes da autorização das novas moradias. Ela mencionou a importância de não repetirmos falhas de projetos habitacionais passados que careceram de infraestrutura adequada.
“Apesar dos desafios, sou favorável à construção das moradias populares, pois é fundamental atender as famílias que precisam de habitação. Mas é crucial priorizar o que os moradores já enfrentam”, concluiu Jordana.
























