A crescente aplicação de tarifas pelos Estados Unidos está gerando um clima de apreensão mundial, afetando diretamente vários países, incluindo o próprio território americano. Nesse contexto, o crescimento econômico da China vem representando uma ameaça ao domínio econômico dos EUA, provocando reações que desestabilizam o comércio internacional.
Cabe destacar que o livre comércio deveria ser uma bandeira defendida com fervor pelos Estados Unidos, que dependem de produtos importados e da mão-de-obra de imigrantes para setores que não são ocupados pelos cidadãos americanos, levando à suspensão de operações em várias fábricas devido à falta de trabalhadores qualificados.
O ex-presidente Donald Trump, em suas ações políticas, tem sido criticado por colocar em risco a própria economia americana, mesmo diante de uma dívida pública alarmante. Há estudos que indicam que a economia chinesa poderá ultrapassar a americana até 2029, dado que enquanto os Estados Unidos fomentam conflitos, a China investe no desenvolvimento tecnológico de infraestruturas e indústrias avançadas.
Os vínculos comerciais entre o Brasil e os Estados Unidos se tornaram tensos, especialmente após a imposição de uma elevada tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Apesar do déficit na balança comercial entre os dois países, o Brasil tentou abrir canais de diálogo para discutir a questão.
A decisão de Trump em aplicar tarifas foi justificada pela alegação de que o Brasil não respeita tratados de direitos humanos, uma questão controversa, considerando o princípio da separação de poderes vigente na Constituição Federal brasileira. O governo brasileiro, por sua vez, defende a necessidade de manter sua soberania diante das pressões externas, evidenciando a autonomia de seu Judiciário frente a chantagens políticas.
Atualmente, o mundo vive um cenário sombrio, onde democracias enfrentam constantes ameaças e as grandes empresas de tecnologia têm papel central na disseminação de informações, muitas vezes distorcidas.
De acordo com Giuliano Da Empoli em seu livro “Os Engenheiros do Caos”, mudanças significativas são absolutamente urgentes. O Brasil precisa de uma reforma política eficaz, a fim de evitar que a multiplicidade de partidos políticos aproveite recursos públicos e perpetue suas posições, utilizando práticas correlatas a golpes de estado sob o disfarce da democracia.
(*) Sinézio Vilela Santiago é aposentado.

























