Durante a convenção nacional do PSB em Brasília na noite de segunda-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou uma nota do Ministério das Relações Exteriores sobre o conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas.
No documento, o governo brasileiro condena a criação de 22 novos assentamentos na Cisjordânia ocupada, uma ação considerada ilegal pela Corte Internacional de Justiça da ONU.
“O que nós estamos vendo é um Exército altamente profissionalizado matando mulheres e crianças indefesas na Faixa de Gaza. Eu sei que tem muita gente que não gosta, mas eu quero dizer aqui também no PSB, isso não é uma guerra, isso é um genocídio”, afirmou Lula.
A embaixada israelense emitiu uma nota em resposta, destacando que “é importante não se deixar levar pela propaganda e notícias falsas da organização terrorista Hamas.” A nota deixa claro que eventos encenados e histórias falsas estão alimentando o antissemitismo global e prejudicando israelenses e judeus no Brasil e no mundo.
Embora não tenha mencionado diretamente o nome de Lula, o pronunciamento da embaixada é uma clara resposta ao que o presidente qualificou como “genocídio”. Essa manifestação quebra um silêncio que prevalecia há meses, apesar das recentes declarações do governo brasileiro sobre o conflito em Gaza.
Fontes diplomáticas expressaram surpresa com as declarações do governo Lula, o que indica um distanciamento ainda maior nas relações entre Brasil e Israel. Em março deste ano, o Itamaraty já havia se pronunciado sobre a morte de um adolescente brasileiro de 17 anos em uma prisão israelense, sugerindo que o tema havia sido discutido anteriormente com representantes de Tel Aviv.
A relação entre os dois países tem enfrentado dificuldades desde o segundo mandato de Lula, culminando na retirada do embaixador brasileiro em Tel Aviv e na classificação do presidente Lula como “persona non grata” em Israel.
As tensões recentes têm consequências práticas, incluindo a possibilidade de que a embaixada israelense em Brasília fique sem um membro de alto escalão, já que a nomeação de Gali Dagan para o cargo ainda aguarda o agrément do governo brasileiro, que não foi concedido até agora.
FONTE: METRÓPOLES

























