Os bancários da Caixa Econômica Federal decidiram prolongar a greve por tempo indeterminado, após a proposta final para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) ser rejeitada na noite de sexta-feira, 11 de outubro.
A paralisação, que começou na quinta-feira (10), está afetando agências em todo o país, incluindo a de Itabira.
Um dos principais pontos discutidos durante as negociações foi o Saúde Caixa, plano de assistência à saúde dos funcionários. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região informou que tentou desvincular as discussões sobre o plano de saúde da renovação do ACT, mas a Caixa se opôs. O acordo abrangeria ainda cláusulas referentes à Participação nos Lucros e Resultados (PLR), vales alimentação e refeição, e outros direitos dos trabalhadores.
A instituição bancaria mencionou a possibilidade de retirar a proposta e levar o caso à dissídio coletivo caso os termos fossem novamente rejeitados, e os representantes sindicais alertaram sobre os riscos de judicialização.
Diferentemente da situação na Caixa, no Banco do Brasil, o ACT foi assinado na sexta-feira, com validade até 2028, e aprovado por ampla maioria nas assembleias. Os pontos acordados incluem o adiantamento da PLR para 16 de setembro, uma contribuição de R$ 360 milhões para a Cassi e a extensão da licença-paternidade de 20 para 35 dias.
* MATÉRIA REDIGIDA POR JÚLIA PESTANA, REPÓRTER DO ESTADÃO CONTEÚDO.























