Domingo, 18 de janeiro de 2026

Adiado acordo de livre comércio entre o MERCOSUL e a União Europeia

Adiado acordo de livre comércio entre o MERCOSUL e a União Europeia
Foto: Reprodução/Ricardo Stuckert/Presidência da República

O resultado de anos de negociações diplomáticas foi marcado por mais um adiamento na confirmação do acordo do MERCOSUL, formado por Argentina, Brasil, Bolívia, Paraguai e Uruguai. A assinatura, prevista para hoje, foi postergada para janeiro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou no último sábado (20), durante discurso na Cúpula do MERCOSUL em Foz do Iguaçu, que a assinatura do acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e o MERCOSUL foi mais uma vez adiada. Este encontro também assinalou o fim da presidência brasileira do bloco, que será agora liderado pelo Paraguai.

“Tínhamos a oportunidade de enviar uma mensagem importante ao mundo em defesa do multilateralismo, mas a Europa não se decidiu ainda. Líderes europeus pediram mais tempo para discutir medidas adicionais de proteção agrícola”, afirmou Lula.

A expectativa, conforme o presidente, é que a assinatura do acordo ocorra em janeiro. Ele mencionou ter recebido uma carta da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do presidente do Conselho Europeu, António Costa, expressando a expectativa de que o acordo seja aprovado neste mês.

Ambos os líderes, segundo Lula, sugeriram que a Cúpula do MERCOSUL ocorresse nesse sábado para que pudessem estar presentes, apesar da resistência da França ao acordo, motivada por preocupações com a competitividade no setor agrícola.

Lula destacou que o adiamento decorreu de um impasse com o governo da Itália em razão de questões internas da União Europeia sobre a distribuição de verbas agrícolas e não reversões ao acordo em si. Em conversa com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, Lula disse que ela se mostrou disposta a assinar em janeiro. Ele ainda expressou otimismo quanto ao fato de que a França não poderá impedir a validação do pacto.

Negociado ao longo de 26 anos, o acordo estabelece um mercado de 722 milhões de habitantes e um PIB combinado de US$ 22 trilhões, tornando-se um dos maiores tratados de livre comércio do mundo. Os termos gerais do acordo foram apresentados em 2019, e avanços foram feitos recentemente em Montevidéu, no Uruguai.

No discurso da cúpula, Lula também exerce pressão pelo aumento de acordos comerciais com outros países, incluindo a parceria com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), tratativas com a Índia, Emirados Árabes Unidos, Japão e Vietnã, além de melhorar o comércio regional na América do Sul, destacando a necessidade de acordos com Colômbia e Equador.

Com informações da Agência Brasil.

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