O funcionamento da Estação de Tratamento de Água (ETA) Rio Tanque pode acentuar os custos operacionais do abastecimento de água em Itabira, principalmente devido ao consumo elevado de energia elétrica. O diretor-presidente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), Valdeci Luiz Fernandes Júnior, comentou sobre a situação durante a prestação de contas realizada na Câmara Municipal nesta terça-feira (23).
Não existe uma estimativa final sobre o impacto nas tarifas, pois o cenário real de operação do novo sistema só poderá ser analisado após a configuração total da estrutura. “Essa estimativa de custo que nós fizemos só vai ocorrer depois que estiver funcionando o Rio Tanque”, afirmou Valdeci.
O diretor acrescentou que a análise dos custos dependerá da integração entre os sistemas existentes e a nova operação, já que outras estruturas continuarão em funcionamento para dar suporte ao abastecimento. A ETA Pureza, o sistema Rio de Peixe e outras instalações deverão operar conforme a demanda, o que poderá influenciar no equilíbrio dos custos. “Uma coisa vai compensar a outra”, disse.
Além disso, Valdeci ressaltou que a eficiência energética está sendo considerada como uma das estratégias para amenizar o impacto operacional, com possíveis ajustes no funcionamento e otimização do consumo. “Nós estamos vendo como podemos reduzir essa tarifa ao máximo, com eficiência energética, horários de funcionamento e outras maneiras de otimizar o consumo”, afirmou.
Estudo inicial aponta consumos altos
Durante a coletiva, o diretor comentou que o SAAE já realizou estudos preliminares sobre o consumo de energia do sistema, analisando diferentes cenários operacionais. Segundo ele, os gastos são consideráveis, dados os desafios da estrutura, que envolve captação de água e duas elevatórias de grande porte até a chegada à ETA. “É um valor significativo que será dispendido com energia”, destacou.
O sistema está projetado para operar com capacidade plena de 600 litros por segundo, mas também foram feitas simulações com um funcionamento reduzido de aproximadamente 400 litros por segundo, o que pode afetar os custos.
Quando a nova ETA entrar em operação, algumas das estruturas atualmente utilizadas poderão ser desativadas, o que deverá resultar em uma compensação no consumo energético. “Quando essa ETA estiver funcionando, provavelmente iremos desligar algum sistema atualmente em uso que consome muita energia”, disse Valdeci.
Ele também ressaltou que as atuais instalações, como as da captação da Pureza, dependem integralmente de bombeamento, o que acarretava alto consumo elétrico. Essa reorganização operacional poderá reduzir algumas das despesas do SAAE, especialmente na conta de energia, que atualmente é a segunda maior despesa da autarquia, jälkeen apenas pela folha de pessoal.
Reconhecimento do impacto nas tarifas
Apesar de todas as projeções feitas, Valdeci reiterou que não há uma definição sobre um possível repasse às tarifas, uma vez que a situação final dependerá da comparação entre o aumento e a redução dos custos no novo sistema. “Esse estudo ainda não está finalizado, mas temos que completá-lo até o final do ano”, completou.
A implantação do sistema Rio Tanque está em uma fase avançada de preparação, envolvendo a estruturação operacional e contratação de pessoal. Valdeci também destacou que a questão é tratada com cuidado devido aos impactos diretos na população, defendendo a busca por soluções compartilhadas. “É uma preocupação nossa também saber como isso repercute na população”, concluiu.























