Domingo, 15 de março de 2026

Parada LGBT+ de São Paulo destaca envelhecimento em meio à celebração

Parada LGBT+ de São Paulo destaca envelhecimento em meio à celebração
© Paulo Pinto/Agência Brasil

A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, que atraiu aproximadamente 4 milhões de participantes, trouxe à tona a importante questão do envelhecimento da população LGBTQiA+ durante suas festividades. Com 17 trios elétricos, o evento teve início às 13h na Avenida Paulista e seguiu em direção ao centro da cidade.

Considerada a maior parada pela diversidade do mundo, esta 29ª edição abordou o envelhecimento pela primeira vez em suas três décadas de história. O ativista Norivaldo Júnior, membro do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, celebrou a escolha do tema, refletindo na festa a realidade de muitos: “A comunidade LGBT passou por uma lacuna na década de 80 e perdeu várias referências. Hoje, busca-se proporcionar uma velhice mais digna do que a que eu vivi”.

Norivaldo, acompanhado de seu marido, Rodrigo Souza, compartilhou suas preocupações sobre a invisibilidade da geração idosa no movimento: “Infelizmente, muitos não conseguem ver os idosos como parte do movimento, o que os relega novamente ao armário”. Esta preocupação ressalta a relevância de unificar forças entre gerações, em uma luta contínua por direitos.

O evento também foi um espaço para que muitas vozes, como a da ativista Thamirys Nunes, fossem ouvidas. Ela representa o Bloco Crianças e Adolescentes Trans Existem e trouxe à tona a necessidade de direitos para crianças trans: “Estamos aqui para afirmar que nossas famílias são como quaisquer outras e que necessitamos de políticas públicas para garantir o futuro das nossas crianças”.

Além das festas, a Parada também foi um momento de reivindicações. Mey Ling, uma figura histórica do evento, enfatizou a necessidade de protestos e mobilizações, ressaltando a importância da visibilidade e resistência dentro do movimento LGBT+.

O governo estadual implementou um esquema reforçado de segurança e saúde, mobilizando 1,5 mil agentes, e recomendou cautela com os pertences dos participantes. Ao som de música eletrônica, amigos e famílias celebraram a diversidade com alegria, demonstrando que a luta por direitos continua viva em cada batida da festa.

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