Durante uma audiência pública promovida pela Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), realizada na noite de segunda-feira (5), foram discutidos os impactos da atividade minerária da Anglo American em Conceição do Mato Dentro. Os participantes ressaltaram os benefícios da mineração, como a geração de empregos e investimentos em infraestrutura. No entanto, muitos manifestaram a necessidade de novas contrapartidas considerando os impactos socioambientais decorrentes da atividade.
O prefeito da cidade, Otacílio Neto Costa Mattos, mais conhecido como “Otacilinho” (PSB), destacou que a população é favorável a uma operação sustentável da mineradora, mas requer um aumento significativo nos investimentos. “Queremos construir um novo legado para Conceição do Mato Dentro, com sonhos que podem se tornar realidade, como a vinda de uma universidade federal e melhorias na infraestrutura de saúde e transporte”.
O presidente da Câmara Municipal, Sidinei Seabra da Silva (PSD), corroborou a fala de Otacilinho, indicando que, apesar dos benefícios, há uma urgente necessidade de aumentar a contratação de mão de obra local e diversificar a economia, mitigando a dependência da mineração. “Precisamos pensar no futuro e em alternativas para a cidade”, afirmou.
Ações e Compromissos da Anglo American
A presidente da Anglo American no Brasil, Ana Sanches, defendeu a importância da mineração, afirmando que a empresa está comprometida com melhorias sustentáveis em Conceição do Mato Dentro. Entre as iniciativas destacadas estão: recuperação de rodovias, avanços no setor educacional e investimentos em saúde, totalizando mais de R$ 2,2 bilhões em compensações financeiras nos últimos cinco anos. Além disso, a empresa está planejando mais investigações de contrapartidas atendendo à demanda local.
Os deputados que participaram da audiência reforçaram a importância de uma mineração sustentável que favoreça tanto o desenvolvimento econômico quanto a qualidade de vida da população. O projeto Minas-Rio da Anglo American, iniciado em 2014, representa uma parceria crucial entre a empresa e a comunidade no sentido de garantir um futuro próspero e sustentável.
Entretanto, as demandas por um olhar crítico sobre os reassentamentos e a necessidade de reparações de compromissos passados continuam a ser discutidas como parte essencial da transição para uma mineração mais responsável.























