Segunda, 18 de maio de 2026

Lula aconselha Daniel Vorcaro a manter o Banco Master em vez de vendê-lo

Lula aconselha Daniel Vorcaro a manter o Banco Master em vez de vendê-lo
Lula aconselhou Daniel Vorcaro em reunião no Palácio do Planalto- Foto: Banco Master/Divulgação

No dia 4 de dezembro de 2024, durante uma reunião no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou Daniel Vorcaro a não proceder com a venda do Banco Master por um valor simbólico ao BTG Pactual, do banqueiro André Esteves.

Na época, o Banco Master já enfrentava sérios desafios financeiros.

As informações foram divulgadas pelos jornalistas Fábio Serapião e Natália Portinari, do portal UOL, em uma publicação neste domingo, 17.

De acordo com os documentos obtidos pela Polícia Federal, Vorcaro havia considerado a venda do banco, embora ainda não houvesse compartilhado as informações com o Supremo Tribunal Federal (STF), que cuida da Operação Compliance Zero, sob a responsabilidade do ministro André Mendonça.

Além disso, uma mensagem de Vorcaro datada de 10 de abril de 2025 expunha uma proposta de venda ao BTG, conforme reportagem parcialmente divulgada pela newsletter Drive na edição de 27 de janeiro de 2026, onde Vorcaro mencionava a possibilidade ao presidente Lula.

Na reunião, Vorcaro chegou a perguntar a Lula: “O BTG, de André Esteves, quer comprar meu banco por R$ 1. Eu não quero confusão. Devo vender ou seguir no mercado? Nós queremos reduzir a concentração bancária do Brasil, presidente.”

Em resposta, Lula criticou André Esteves e Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, que estava prestes a concluir seu mandato, e aconselhou Vorcaro a manter o banco.

Gabriel Galípolo, atual presidente do Banco do Brasil, também participou da reunião e foi interpretado por Vorcaro como um incentivo para que este mantivesse o Banco Master.

Ademais, Vorcaro mostrou apoio ao governo Lula, incluindo a contratação de Guido Mantega como consultor, com um salário de R$ 1 milhão por mês, e do escritório de advocacia do ex-ministro Ricardo Leandowski. Ele ainda adquiriu a participação majoritária da Biomm, empresa de insulina de Valfridos dos Mares Guia, que tinha passivos significativos antes da aquisição.

No reinício das operações do laboratório de Mares Guia em abril de 2024, a empresa conseguiu firmar um contrato com o Ministério da Saúde no valor de mais de R$ 300 milhões.

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Email

Leia também...

Últimas notícias