Domingo, 13 de setembro de 2026

Itabira registra mais de 2 mil famílias em déficit habitacional

Itabira enfrenta um desafío habitacional significativo, com mais de 2 mil famílias vivendo em condições inadequadas, conforme revelou a secretária de Assistência Social durante audiência pública na Câmara Municipal.

Itabira registra mais de 2 mil famílias em déficit habitacional
Foto: Reprodução/Prefeitura de Itabira – YouTube

Em Itabira, 2.113 famílias enfrentam uma situação de déficit habitacional, de acordo com um diagnóstico realizado pela Prefeitura a partir do Cadastro Único. As informações foram apresentadas pela secretária municipal de Assistência Social, Nélia Cunha, durante uma audiência pública na Câmara Municipal, com foco na “Campanha da Fraternidade 2026 – Fraternidade e Moradia”, organizada pela Diocese de Itabira – Regional I.

O levantamento, que contempla pessoas em situação de pobreza e baixa renda, classifica o déficit habitacional em duas categorias: quantitativo, que diz respeito à necessidade de novas moradias, e qualitativo, que engloba imóveis em condições inadequadas.

No déficit quantitativo, um número expressivo de famílias, somando 1.800, destina até 30% de sua renda ao aluguel. Adicionalmente, 146 famílias estão em situação de adensamento excessivo, enquanto 53 vivem em habitações consideradas rústicas e 51 compartilham residência com outros núcleos familiares.

Com relação ao déficit qualitativo, 270 domicílios foram identificados com algum tipo de inadequação, sejam problemas com abastecimento de água, esgotamento sanitário ou destinação de lixo. Nélia comentou sobre a importância de apresentar esses dados, ressaltando a abrangência da política habitacional.

A política habitacional do município também se interliga a outras áreas, como geração de emprego e programas de transferência de renda. Itabira conta com 4.441 famílias beneficiárias do Bolsa Família e 1.397 pessoas que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), totalizando aproximadamente R$ 5,2 milhões em recursos.

Nos últimos três anos, 1.088 das 3.917 famílias acompanhadas superaram a situação de pobreza, o que pode possibilitar melhorias em suas habitações. Nélia também apresentou um histórico das medidas adotadas pela administração atual para fortalecer a política habitacional, com a reativação do Conselho Municipal de Habitação e a regulamentação do Fundo Municipal de Habitação.

Dentre os programas de habitação social está o PROBOM, que oferece mais de 100 vagas de aluguel social para pessoas em situação de vulnerabilidade. Nélia também destacou uma reestruturação no programa Morar Sem Risco, destinado a pequenas reformas em residências com risco social.

A audiência pública também enfatizou a relevância do diagnóstico habitacional, especialmente em vista dos projetos para ampliar a oferta de moradias populares em Itabira, como a construção de 80 casas populares através do programa Minha Casa, Minha Vida.

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