Quarta, 04 de novembro de 2026

Projeto para incentivo ao afroturismo tem aval da CCJ

Projeto para incentivo ao afroturismo tem aval da CCJ

Projeto para incentivo ao afroturismo tem aval da CCJ

Modalidade tem como referência a história e a cultura negra e afrodescendente e PL quer sua inclusão em política estadual.



Imagem

Incluir o afroturismo na política estadual de turismo de base comunitária é o objetivo de Projeto de Lei (PL) que recebeu parecer pela legalidade na forma original, em reunião da Comissão de Constituição e Justiça realizada nesta terça-feira (3/11/26).

Botão

O afroturismo é uma modalidade de turismo que tem como referência a história, a cultura e o protagonismo da população negra e afrodescendente. O incentivo à modalidade é objeto do PL 5.911/26, de autoria da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

O PL propõe alterar a Lei 23.763, de 2021, para incluir o incentivo ao afroturismo no rol dos princípios da política estadual do turismo de base comunitária criada pela lei.

Conforme o relator, deputado Doutor Jean Freire (PT), a proposta valoriza a identidade cultural afro-mineira e configura importante ferramenta para o desenvolvimento econômico e geração de renda, contribuindo para fortalecer o princípio da dignidade da pessoa humana.

Em sua justificativa, a comissão autora do projeto destaca que propostas aprovadas no Fórum Técnico Minas sem Miséria (2025-2026), realizado pela ALMG, recomendam fortalecer o turismo de base comunitária; ampliar a capacitação profissional e o acesso ao microcrédito e ao cooperativismo; e reconhecer o afroturismo como setor estratégico para a geração de trabalho e renda.

A Comissão de Direitos Humanos também destaca que o afroturismo contribui para valorizar a identidade cultural afro-mineira, fortalecer comunidades quilombolas e tradicionais, preservar a memória e a história negra e combater o racismo.

A justificativa também menciona o programa estadual Afromineiridade: Arte, Cultura e Fé em Movimento, desenvolvido pelo Iepha-MG, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, como iniciativa de reconhecimento e proteção das expressões culturais de matriz africana.

Emancipação e valorização da cultura

Conforme a lei, o turismo de base comunitária é aquele que incorpora valores do bem viver, do bem comum, da economia solidária e do comércio justo, orientando um processo sustentável de organização do turismo no âmbito dos territórios de povos e comunidades tradicionais do campo, da cidade, da floresta e das águas.

Ele deve estar em consonância com o desenvolvimento em escala local e regional, favorecer a atividade socioeconômica e política e promover a emancipação comunitária, por meio da valorização cultural, conservação ambiental e geração de emprego, renda e inclusão social.

O projeto deve ainda receber parecer de 1º turno das Comissões de Desenvolvimento Econômico e de Direitos Humanos antes de seguir para o Plenário.

Vídeo

Com informações ALMG

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Email

Leia também...

Últimas notícias