Quinta, 05 de novembro de 2026

Petrobras eleva preço do querosene de aviação em R$ 0,45

Alta de 7,2% entra em vigor neste domingo e reflete o aumento das cotações internacionais do insumo para o setor aéreo.
Petrobras reajusta combustível de aviação em R$ 0,45 por litro

A Petrobras comunicou um novo reajuste no preço do querosene de aviação (QAV) comercializado para as distribuidoras, com um acréscimo médio de 7,2%. A medida, que representa uma alta de R$ 0,45 por litro, começa a valer a partir deste domingo (1º).

Impacto das tensões globais nos preços

O ajuste nos valores acompanha a tendência de alta verificada no mercado internacional. Segundo a estatal, o aumento é motivado por um cenário de instabilidade global, marcado por um momento “em um cenário de intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio e de redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia em decorrência do conflito entre os dois países.”

Este é o segundo aumento consecutivo para o setor. Em outubro, o insumo já havia passado por uma correção média de 11,76%, o que na época significou um incremento de R$ 0,65 por litro.

Como funciona o reajuste no Brasil

Diferente do mercado externo, onde as variações de preço podem ocorrer diariamente, a Petrobras adota um modelo de revisão mensal para o QAV. A empresa defende que sua política de preços busca suavizar picos de volatilidade. A companhia explicou que utiliza uma “fórmula paramétrica prevista em contrato”, a qual tem permitido, segundo a estatal, o alcance de resultados com “reajustes mais moderados do que os observados internacionalmente.”

Vale destacar que, embora a Petrobras detenha cerca de 85% da produção nacional de querosene de aviação, o mercado brasileiro é aberto à livre concorrência, permitindo que outras empresas atuem tanto na produção quanto na importação do combustível.

Pressão sobre o setor aéreo

O encarecimento constante do combustível tem gerado preocupação entre as companhias aéreas. Dados da Associação Brasileira de Empresas Aéreas indicam que o peso do QAV nos gastos operacionais das empresas do setor saltou de 30% para mais de 45% desde o agravamento das tensões no Oriente Médio, elevando a pressão sobre os custos de operação das aeronaves no país.

Com informações Agência Brasil

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