Sexta, 23 de outubro de 2026

Barra do Corda afasta secretário após ameaças a eleitores do PT

Medida ocorre após áudios do gestor sugerirem perseguição política, motivando investigação por parte da Polícia Federal e do TRE-MA.
Barra do Corda afasta secretário por ameaça a eleitores do PT

O prefeito de Barra do Corda, no Maranhão, Rigo Alberto Teles de Sousa, oficializou na última quinta-feira (22) o afastamento do secretário municipal de Segurança Pública, Antonio James Mota da Silva. A decisão administrativa, que perdura até o encerramento do período eleitoral, foi tomada após a circulação de áudios nos quais o gestor, que também é sargento da Polícia Militar, sugeria a prisão e a perseguição de apoiadores do Partido dos Trabalhadores (PT).

Contexto das declarações e o afastamento

A portaria que formaliza a saída de James Mota da Silva da pasta foi divulgada nos canais oficiais da prefeitura. O documento assegura que o governo local tomará as medidas cabíveis para garantir que as atividades da Secretaria Municipal de Segurança Pública não sejam prejudicadas durante a ausência do titular. “Durante o período de afastamento, a administração municipal adotará as providências necessárias à continuidade dos serviços e ao regular funcionamento da Secretaria Municipal de Segurança”, diz trecho da portaria, publicada na rede social da prefeitura.

Defesa do ex-secretário

As gravações em questão foram enviadas em um grupo privado de WhatsApp composto por policiais militares. Após a repercussão negativa, o sargento confirmou ser o autor das mensagens, porém, tentou minimizar o teor das falas. Em nota enviada à imprensa local, ele classificou o conteúdo como sendo apenas “brincadeiras, comentários e provocações de cunho político”. O militar ainda acrescentou: “Reconheço que, nos áudios, utilizei expressões fortes, como ‘ladrões’, no contexto das críticas políticas e das discussões que habitualmente [ocorrem] no grupo”.

Investigações e desdobramentos

Além da decisão tomada pela prefeitura, o governador do Maranhão, Carlos Brandão, também determinou o afastamento do policial militar de suas funções. O caso ganhou contornos jurídicos severos nesta sexta-feira (23), quando a Federação Brasil da Esperança — composta por PT, PCdoB e PV — protocolou uma notícia-crime junto à Procuradoria Regional Eleitoral. A coligação exige uma investigação criminal urgente, que inclui a perícia técnica dos áudios e oitiva do sargento, visando medidas preventivas antes do pleito deste domingo (25). Paralelamente, o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) encaminhou o caso à Polícia Federal (PF) para a abertura de inquérito sobre a conduta do militar.

Com informações Agência Brasil

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