No Dia Internacional das Mulheres, celebrado neste sábado (8), a jornalista Sara Zeferino foi agraciada com uma homenagem pelo Mineirão. Ela faz parte da equipe De Fato e é uma das narradoras cujos bordões estão expostos nas paredes da zona mista do estádio.
Sara, formada em Jornalismo pela PUC Minas, tem três anos e meio de experiência na Comunicação Social. Ao receber a honraria, expressou sua satisfação em ver um espaço tão significativo no cenário mineiro e brasileiro abrir suas portas para as mulheres. “É muito legal ver um estádio dessa dimensão dar esse espaço também para as mulheres”, disse.
Entre suas referências no jornalismo esportivo, Sara cita nomes femininos importantes, como Ana Thais Matos, Renata Silveira, Renata Mendonça e Isabelly Morais.
A Trajetória de Sara na Narração
Integrante da equipe De Fato e narradora na TV Horizonte em Belo Horizonte, Sara entrou na narração esportiva por influência de Henrique Toscano, enquanto trabalhava na Rádio Inconfidência. “No começo eu nem me imaginava como narradora, mas ele me deu a confiança e o espaço que eu precisava”, comentou. Desde então, ela se apaixonou pela narração esportiva e atua nessa área há cerca de dois anos e meio.
“O que nós queremos é o nosso espaço, porque competência temos de sobra”, afirmou, ressaltando a importância da diversidade e igualdade de gênero no jornalismo esportivo. Ela compartilhou seus sonhos de narrar finais de grandes competições e, quem sabe, uma Copa do Mundo no futuro.
A Luta pela Igualdade de Gênero
Refletindo sobre a realidade da profissão, Sara destaca que ainda existe resistência à presença das mulheres no jornalismo esportivo. “Infelizmente, é um problema estrutural”, observa, referindo-se à desigualdade de gênero que persiste na sociedade. Ela acredita que ao dar mais espaço às mulheres, o meio possa aos poucos quebrar essas barreiras.
De acordo com dados do IBGE, a desigualdade se manifesta em disparidade salarial e na baixa representação política das mulheres, que em média ganham 79% do salário dos homens e acumulam múltiplas responsabilidades, incluindo tarefas domésticas e maternas. Apesar de serem maioria entre estudantes, as mulheres no Brasil enfrentam desafios na educação e no mercado de trabalho, com índices alarmantes de escolaridade feminina.























