A dívida externa brasileira alcançou um novo recorde histórico. Dados do Banco Central do Brasil indicam que o passivo com credores estrangeiros chegou a US$ 397,5 bilhões em janeiro, o maior nível em 56 anos de estatísticas. Este valor abrange compromissos de governo, sistema financeiro e empresas.
A maior fatia da dívida está nas mãos dos bancos, que representam 40,1% do total, cerca de US$ 159,4 bilhões. Em seguida, outros setores da economia respondem por 33,5% (ou US$ 133 bilhões). O governo geral constrói 21,7% da dívida, totalizando US$ 86,5 bilhões, enquanto o próprio Banco Central concentra 4,7%, cerca de US$ 18,6 bilhões.
Embora esses números não indiquem uma crise imediata, eles revelam uma dependência crescente do país em relação ao financiamento externo para sustentar sua engrenagem econômica. Essa análise é reforçada por Paulo Skaf, presidente da FIESP.























