Após a suspensão da greve por parte dos caminhoneiros, as negociações com o governo avançaram, especialmente em relação ao frete mínimo. Com o aperto nas regras de fiscalização, contratos inferiores ao piso estabelecido começam a ser monitorados de perto pela ANTT. O antigo sistema, que foi introduzido em 2018 apenas como uma medida de contenção, se tornam agora uma realidade cada vez mais rígida.
A revisão de contratos à luz dessa legislação mártir implica em novas multas e restrições, resultando em um aumento direto dos custos de frete. O impacto é imediato e evidente: o preço do diesel já representa até 45% dos custos totais, reflexo que rapidamente se espalha para o carrinho de compras dos consumidores.
O Brasil depende fortemente do transporte rodoviário, que responde por aproximadamente 75% de todas as cargas no país. Assim, o aumento nos preços dos alimentos é um dos primeiros efeitos sentidos. A repercussão se estende, consequentemente, para a inflação geral da economia brasileira.
Enquanto o governo busca garantir previsibilidade e estabilidade para os caminhoneiros, a economia como um todo acaba absorvendo esses custos. A transferência de encargos não pode ser ignorada, e a relação direta entre o reajuste do frete e o aumento do custo de vida é cada vez mais evidente.























