A partir desta quarta-feira (22), os moradores do Complexo da Maré no Rio de Janeiro terão a oportunidade de participar do projeto Curta Periferias, que visa capacitar a população para a produção de filmes utilizando apenas o celular. A iniciativa é promovida pela Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, em parceria com a RioFilme, a Universidade Internacional das Periferias (Uniperiferias), o Bela Maré e o Observatório de Favelas, com o suporte da Firjan Sesi.
Este projeto tem como objetivo fomentar o audiovisual independente, permitindo que os participantes documentem o cotidiano da periferia e ajudem a desmistificar preconceitos relacionados à vida nas favelas. A colaboración com a Firjan Sesi expande as ações já existentes do Cine SESI, que promove a educação audiovisual nas escolas, integrando exibições cinematográficas e práticas de produção.
Os moradores que desejam participar receberão treinamento abrangente sobre os princípios do audiovisual, incluindo roteirização, técnicas de filmagem com celular e uso de aplicativos gratuitos para edição. A formação se destina especificamente a jovens entre 15 e 35 anos, com inscrições abertas de 22 a 28 de julho através de um formulário online. Também estará disponível um edital neste link, e os interessados poderão se inscrever presencialmente na sede da Navezinha Carioca da Maré.
Gabriel Medina, secretário Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, comentou sobre a importância do cinema como ferramenta de inovação e transformação social:
‘Conectamos o audiovisual, a inovação e a economia criativa para transformar comunidades em autênticos ecossistemas de inovação, promovendo a autonomia local e visibilidade das histórias das favelas.’
Leonardo Edde, diretor-presidente da RioFilme, ressaltou que a verdadeira inclusão acontece quando os moradores dominam as ferramentas tecnológicas para contar suas histórias e gerar renda.
‘O celular, a câmera e as técnicas de edição passam a integrar um mesmo ecossistema de produção, permitindo que os jovens empreendam e ocupem espaços no mercado’, disse.
De acordo com Vinicius Mano, gerente de Educação Básica da Firjan SESI, a inclusão das narrativas periféricas reforça o compromisso com a educação e o fortalecimento da indústria criativa no território, oferecendo mais oportunidades aos jovens.























