Recentemente, duas audiências foram realizadas no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, trazendo novos desdobramentos ao processo que investiga a morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, assassinado em 11 de agosto durante uma discussão no trânsito. O réu, empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, enfrenta as acusações de homicídio triplo qualificado, porte ilegal de arma de fogo e fraude processual.
Oitivas na Primeira Audiência
A fase de instrução do processo teve início na terça-feira (25), com a oitiva de oito testemunhas, incluindo colegas de trabalho da vítima, policiais e testemunhas dos momentos posteriores ao crime. Renê participou por videoconferência, uma vez que se encontra preso preventivamente desde a data do homicídio.
O Ministério Público sustenta que o empresário agiu por motivo torpe e disparou após um desentendimento gerado por um atraso no trânsito. As evidências, como imagens e perícias, demonstram que o gari não estava armado nem representava uma ameaça ao réu durante o incidente.
Mudança de Versão na Segunda Audiência
Na quarta-feira (26), seis testemunhas indicadas pela defesa foram ouvidas. Renê foi interrogado, surpreendendo a todos ao mudar sua versão. Apesar de ter confessado o crime à polícia no dia da prisão, durante o depoimento ele negou ser o autor do disparo, alegando estar armado devido a ameaças de um ex-sócio e que teve oportunidades de atirar em outras pessoas no trânsito, mas não o fez.
A nova defesa tenta contestar a validade da confissão anterior, embora a Justiça já tenha negado um pedido formal de anulação. A magistrada afirmou que não houve vício que comprometa a validade do depoimento original.
Mobilização e Repercussão do Caso
Desde a morte de Laudemir, o caso tem gerado significativa repercussão. Familiares, colegas de trabalho e entidades representativas da categoria têm participado ativamente das sessões, exigindo agilidade no processo. A situação reacende o debate sobre a segurança e valorização dos trabalhadores da limpeza urbana.
Próximos Passos do Processo
Com a evolução da instrução, o processo se prepara para as análises finais, que incluem diligências e manifestações do Ministério Público e da defesa, antes de decidir sobre levar o caso ao Tribunal do Júri. Renê continua preso, aguardando o julgamento sob custódia.

























