Segunda, 13 de julho de 2026

Moradores do Bela Vista debatendo danos das obras da Vale com MPMG

Moradores do Bela Vista e áreas circunvizinhas se reunirão com representantes do MPMG para discutir as consequências das obras realizadas pela Vale S.A..

Moradores do Bela Vista debatendo danos das obras da Vale com MPMG
Foto: ATI/FIP

Representantes do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) estarão nos bairros Bela Vista, Nova Vista, Jardim das Oliveiras e Praia, nesta quinta-feira (15), para dialogar sobre os efeitos das obras de descaracterização e descomissionamento do Sistema Pontal, realizadas pela mineradora Vale S.A.. O encontro foi solicitado pelos residentes para que possam esclarecer dúvidas e compartilhar suas experiências.

A promotora de Justiça Giuliana Talamoni Fonoff e o analista técnico do Centro de Apoio Operacional e Coordenadoria de Inclusão e Mobilização Sociais (CAO-Cimos), Jonas Vaz, percorrerão diversos pontos da região durante todo o dia, acompanhados pela Comissão de Atingidos do Sistema Pontal e pela equipe da Assessoria Técnica Independente da Fundação Israel Pinheiro (ATI/FIP).

À noite, será realizada uma reunião aberta ao público na sede da ATI/FIP, onde os representantes do MPMG ouvirão relatos sobre os impactos das obras e esclarecerão sobre a Ação Civil Pública.

“Considerando que a Ação Civil Pública (ACP) foi movida pelo MPMG de Itabira, essa visita estreita os laços de confiança e permite que os atingidos apresentem suas indagações,” comenta Lilian Santos, coordenadora da ATI/FIP.

Não é a primeira visita do MPMG às comunidades afetadas; em dezembro de 2024, a promotora também teve a oportunidade de ouvir os residentes sobre os problemas enfrentados.

“Acompanhamos a situação através de relatórios, mas ouvir diretamente da população é essencial para entender suas vivências,” explicou Giuliana Fonoff anteriormente.

Lilian Santos ressalta que, embora a ACP já tenha tido um resultado favorável em primeira instância, o processo continua tramitando.

“A Ação Civil Pública busca a reparação integral dos danos, conforme a proteção ambiental prevista na Constituição,” conclude.

O MPMG atua desde 2009 em prol de comunidades vulneráveis e, desde 2024, a CAO-Cimos se transformou em um Centro de Apoio Operacional, visando garantir os direitos das pessoas afetadas por barragens de mineração.

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