Representantes do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) estarão nos bairros Bela Vista, Nova Vista, Jardim das Oliveiras e Praia, nesta quinta-feira (15), para dialogar sobre os efeitos das obras de descaracterização e descomissionamento do Sistema Pontal, realizadas pela mineradora Vale S.A.. O encontro foi solicitado pelos residentes para que possam esclarecer dúvidas e compartilhar suas experiências.
A promotora de Justiça Giuliana Talamoni Fonoff e o analista técnico do Centro de Apoio Operacional e Coordenadoria de Inclusão e Mobilização Sociais (CAO-Cimos), Jonas Vaz, percorrerão diversos pontos da região durante todo o dia, acompanhados pela Comissão de Atingidos do Sistema Pontal e pela equipe da Assessoria Técnica Independente da Fundação Israel Pinheiro (ATI/FIP).
À noite, será realizada uma reunião aberta ao público na sede da ATI/FIP, onde os representantes do MPMG ouvirão relatos sobre os impactos das obras e esclarecerão sobre a Ação Civil Pública.
“Considerando que a Ação Civil Pública (ACP) foi movida pelo MPMG de Itabira, essa visita estreita os laços de confiança e permite que os atingidos apresentem suas indagações,” comenta Lilian Santos, coordenadora da ATI/FIP.
Não é a primeira visita do MPMG às comunidades afetadas; em dezembro de 2024, a promotora também teve a oportunidade de ouvir os residentes sobre os problemas enfrentados.
“Acompanhamos a situação através de relatórios, mas ouvir diretamente da população é essencial para entender suas vivências,” explicou Giuliana Fonoff anteriormente.
Lilian Santos ressalta que, embora a ACP já tenha tido um resultado favorável em primeira instância, o processo continua tramitando.
“A Ação Civil Pública busca a reparação integral dos danos, conforme a proteção ambiental prevista na Constituição,” conclude.
O MPMG atua desde 2009 em prol de comunidades vulneráveis e, desde 2024, a CAO-Cimos se transformou em um Centro de Apoio Operacional, visando garantir os direitos das pessoas afetadas por barragens de mineração.
























