Domingo, 17 de maio de 2026

De Carvão a Patrimônio Natural: A Evolução do Parque Estadual Mata do Limoeiro

De Carvão a Patrimônio Natural: A Evolução do Parque Estadual Mata do Limoeiro
Foto: Start Comunicação/DeFato Online

Localizado em Itabira, no distrito de Ipoema, o Parque Estadual Mata do Limoeiro é um dos maiores remanescentes da Mata Atlântica na região Central de Minas Gerais e está prestes a completar 15 anos em 2026. Sua história, no entanto, remonta a um tempo anterior à sua criação oficial, marcado pela mobilização popular contra o desmatamento e uma decisão coletiva que alterou o rumo dessa floresta.

Em 1987, a região enfrentava uma ameaça crescente devido à produção de carvão vegetal. Graças a uma forte mobilização da comunidade, a devastação foi evitada. Anos depois, a velha Fazenda do Limoeiro se transformou em uma unidade de conservação sob a gestão do Instituto Estadual de Florestas, tornando-se um marco significativo na história ambiental de Itabira.

O que poderia ter sido mais um pedaço de terra destruído convertida em um símbolo de resistência, a luta popular possibilitou a criação de importantes instrumentos de proteção ambiental, como a APA Municipal Aliança, culminando na fundação do parque estadual em 2011, com a colaboração da Prefeitura de Itabira e da Vale.

Situado a cerca de 90 quilômetros de Belo Horizonte, o parque agora faz parte de um mosaico de áreas protegidas, reforçando a conservação na região Central de Minas. Hoje, o Limoeiro alberga fragmentos de Mata Atlântica e Cerrado, o que proporciona uma das maiores diversidades biológicas da área. Espécies raras da flora, como o jacarandá-caviúna, braúna-preta e samambaiaçu, coexistem com animais ameaçados de extinção, incluindo o rato-do-mato e o gambá-de-orelha-branca.

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