O vasto currículo de Carlo Ancelotti, que inclui cinco títulos de Champions League e seis campeonatos nacionais, não o isentou de dificuldades ao justificar a convocação de Neymar, ignorando o destaque de João Pedro na liga inglesa. Questionado pelo jornalista Paulo Vinícius Coelho (PVC), Ancelotti não conseguiu articular uma resposta convincente.
A presença de Neymar, um ex-astro que atualmente tem seu valor questionado, parece ter sido impulsionada por um grande lobby, um indicativo de como a seleção, antes sinônimo de seriedade, enfrenta um momento desconfortável.
O evento de anúncio dos convocados, realizado no Museu do Amanhã, foi marcado por uma histeria coletiva ao se mencionar o nome de Neymar. Pergunta-se: é esse o nível da nossa seleção pentacampeã mundial?
A camisa que outrora desdenhava de craques como Alex, Djalminha e Marcelinho Carioca agora busca desesperadamente por um jogador cuja influência no futebol atual é duvidosa. A situação é alarmante.
A expectativa em torno do desempenho de Neymar é palpável. A cada minuto que passar no banco, seu uso será amplamente debatido e, caso entre em campo, provavelmente evidenciará sua fragilidade técnica e física para o futebol de alto nível.
Quanto ao restante da convocação, algumas surpresas agradáveis foram as chamadas de Endrick e Rayan, embora figuras como Weverton, Alex Sandro e Danilo levantem muitas interrogações. Enquanto o primeiro ainda apresenta bom desempenho, corre o risco de não ser mais um goleiro de elite, como mostrado pelo próprio Palmeiras ao decidir por sua saída. Quanto aos laterais, nem mesmo em seus clubes os atletas são considerados indispensáveis. Novos nomes, como Everson, Carlos Miguel, Kaiki e Luciano Juba, mereceriam oportunidade no atual cenário.
No geral, a convocação parece medíocre e transmite pouca confiança, especialmente devido ao desempenho inconsistente de suas principais referências. Embora o torcedor tenha o direito de manter esperança, a seleção do Brasil se apresenta de forma desacreditada para a Copa do Mundo.
Esse é o sintoma preocupante de uma seleção que já foi considerada séria.
























