Começa neste domingo (1º) uma mobilização promovida pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) voltada para a conscientização sobre a saúde ocular de quem convive com a glicemia alta. Batizada de 24 Dias pelo Diabetes, a iniciativa busca alertar tanto a sociedade quanto os pacientes acerca da importância do diagnóstico, da prevenção e do tratamento adequado da retinopatia diabética.
Entenda os impactos da condição na visão A enfermidade é apontada como uma das maiores causadoras de perda de visão que poderiam ser evitadas em adultos que estão na fase produtiva da vida. Estatísticas da própria entidade médica revelam que um terço das pessoas que possuem diabetes no Brasil acaba desenvolvendo o quadro oftalmológico em algum momento da trajetória.
O problema tem origem quando taxas elevadas de açúcar no sangue provocam lesões nos microvasos sanguíneos da retina ao longo dos anos. Essa estrutura ocular fica situada no fundo do olho e tem a função fundamental de capturar a luz para transmitir as imagens ao cérebro.
Estatísticas e o fator tempo As estatísticas apontam que o problema acomete entre 24% e 39% dos diabéticos brasileiros. A probabilidade de desenvolvimento cresce proporcionalmente ao tempo de convivência com a condição: após duas décadas de diagnóstico, nove em cada dez pessoas com diabetes tipo 1 e seis em cada dez com o tipo 2 apresentarão algum estágio da alteração.
Apesar dos números expressivos, o cenário pode ser modificado com ações tempestivas. O CBO aponta que, mediante a identificação precoce e a intervenção médica adequada, a probabilidade de perda total da visão despenca para menos de 5%.
A importância do exame de fundo de olho Para impedir que o quadro evolua negativamente, a recomendação é inserir consultas periódicas com o médico oftalmologista na rotina de cuidados, agendando avaliações mesmo na ausência de sintomas perceptíveis.
O Ministério da Saúde estabelece, por meio do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Retinopatia Diabética, que a fundoscopia — amplamente conhecida como exame de fundo de olho — é um dos instrumentos centrais para o diagnóstico.
Por meio desse procedimento, conforme explica o CBO, o especialista consegue inspecionar a retina e a rede vascular, detectando modificações iniciais mesmo em pacientes que mantêm a capacidade visual preservada. O exame pode demandar a dilatação das pupilas para otimizar a visualização das regiões internas oculares.
Hábitos diários e prevenção fora do consultório A prevenção da patologia depende em grande parte de cuidados diários adotados longe dos consultórios médicos. O controle rigoroso da glicemia e da pressão arterial diminui expressivamente a probabilidade de manifestação da doença e desacelera seu avanço.
O rol de práticas saudáveis indicado pela organização engloba a adoção de uma dieta rica em fibras, como feijão, aveia, lentilha, arroz integral, além de legumes e verduras. Também é recomendada a diminuição na ingestão de sal, açúcar, produtos embutidos e com alto grau de industrialização.
Outras recomendações fundamentais envolvem abandonar o cigarro, moderar na bebida alcoólica, zelar por um peso corporal adequado, priorizar noites bem-dormidas e reservar períodos na rotina para descanso e lazer.
Com informações Agência Brasil























