Terça, 03 de novembro de 2026

ONU alerta para o avanço da violência contra profissionais da mídia

Dados globais mostram que o biênio 2024-2025 registrou o maior número de mortes de repórteres na última década.
ONU ressalta importância de proteger jornalistas e acesso à informação

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, fez um apelo urgente nesta segunda-feira (2) sobre a segurança dos profissionais de comunicação ao redor do globo. Durante as celebrações do Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes Contra Jornalistas, o representante da ONU destacou que “Em todo o mundo, jornalistas continuam pagando um preço exorbitante por dizerem a verdade”.

Contexto histórico da data

A escolha do dia 2 de novembro para marcar a luta contra a impunidade não é aleatória. A data reverencia a memória dos jornalistas franceses Ghislaine Dupont e Claude Verlon, da Rádio França Internacional (RFI), que perderam a vida enquanto trabalhavam no Mali, em 2013. O marco serve como um lembrete anual sobre a necessidade de proteção à liberdade de imprensa.

Alta no número de vítimas

Relatórios recentes das Nações Unidas apontam um cenário preocupante: entre 2024 e 2025, 189 jornalistas foram assassinados. Este índice representa o maior volume de fatalidades desde o período compreendido entre 2014 e 2015. Grande parte desses casos está diretamente ligada à cobertura de regiões em guerra.

A tecnologia tem desempenhado um papel central no aumento dos riscos. A ONU planeja focar, em 2026, em como novos armamentos, como o uso crescente de drones em ataques, estão transformando a rotina e a vulnerabilidade dos profissionais que atuam em áreas de risco.

O papel da sociedade e das instituições

A busca por justiça permanece como o maior desafio para entidades de classe. Samira de Castro, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), enfatiza que o Estado tem o dever de conduzir investigações rigorosas e punir os culpados, ressaltando que o assassinato de qualquer comunicador é inaceitável.

Sobre a responsabilidade dos Estados e a necessidade de clareza nas investigações, a representante da Fenaj reforça a importância das cobranças globais: “A campanha da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) este ano pergunta: Quem ordenou o assassinato? Quem Planejou? Quem é o responsável final? Essas são perguntas que não podem ficar sem resposta”.

Com informações Agência Brasil

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