A insatisfação de pais e responsáveis com as recentes diretrizes da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte será o tema central de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O encontro, agendado para esta terça-feira (27/10/26), às 10 horas, no Auditório José Alencar, busca respostas sobre a reorganização da rede de ensino, que inclui o remanejamento de estudantes e a desativação de espaços de leitura.
Questionamentos sobre a gestão escolar
A reunião foi convocada pela Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, sob a presidência da deputada Beatriz Cerqueira (PT). O foco principal é a falta de transparência em mudanças que impactam diretamente a rotina de centenas de famílias. Segundo o requerimento da parlamentar, a insegurança é generalizada quanto à infraestrutura das novas unidades de destino, a disponibilidade de vagas e o suporte aos alunos da educação especial.
Impactos na estrutura pedagógica
Um dos pontos mais críticos envolve a decisão da pasta de encerrar as atividades de bibliotecários em unidades de educação infantil, convertendo esses espaços em salas de aula. A medida é vista por parte da comunidade como um retrocesso pedagógico realizado à revelia dos envolvidos. Além disso, o Ministério Público de Minas Gerais já interveio no processo, ajuizando uma ação civil pública para barrar a reorganização nas escolas municipais Padre Marzano Matias e Geraldo Teixeira da Costa, onde cerca de 600 alunos seriam transferidos a partir de 2027.
Falta de diálogo como principal queixa
O descontentamento dos pais também se volta para os prazos curtos estabelecidos pela prefeitura, como a data-limite de 7 de outubro para a efetivação das transferências. A deputada Beatriz Cerqueira reforça que o processo ocorreu sem a devida escuta das famílias e dos profissionais da rede.
“Conforme os relatos recebidos pelo nosso mandato através de servidores e membros de comunidades escolares, as medidas foram adotadas sem conhecimento prévio ou consulta às comunidades escolares e servidores da rede municipal.”
Para a parlamentar, o cenário exige uma prestação de contas imediata por parte dos gestores municipais. “Portanto, o debate torna-se necessário para que a Secretaria Municipal de Educação preste os devidos esclarecimentos sobre a reorganização e para que as comunidades escolares das escolas municipais possam apresentar todos os impactos causados por essas mudanças”, pontuou.
O evento contará com a presença de representantes de pais, como Michele Cristo, Izabela Ferreira e Pedro Veras, além de lideranças do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal, representado por Talita Lacerda.
Fachada da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte; administração vem enfrentando queixas de pais de alunos Foto: Guilherme Bergamini – Arquivo ALMG
Com informações ALMG























