As unidades de conservação localizadas na Amazônia Legal alcançaram neste ano o menor patamar de desmatamento desde o início da série histórica, em 2008. O balanço foi divulgado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, com base em monitoramentos via satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.
Balanço na Amazônia
Na região amazônica, a devastação atingiu 111 quilômetros quadrados, representando uma retração de 17% em relação ao período anterior, quando o índice fechou em 134 quilômetros quadrados. Quando comparado ao pico da série registrado em 2021, o decréscimo chega a expressivos 82%.
As estatísticas oficiais indicam que o recuo nas reservas acompanha a tendência de queda generalizada na supressão vegetal em toda a Amazônia Legal. Especialistas apontam que o resultado corrobora a eficácia das operações de fiscalização e guarda ambiental nas regiões mais visadas por criminosos.
Concentração dos danos ambientais
Apesar do avanço na proteção, 3% do corte ilegal ainda se concentram em territórios reservados. Entre os locais mais afetados estão as Florestas Nacionais de Altamira e Jamanxim, no Pará, a Área de Proteção Ambiental do Tapajós, no Amazonas, a Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, e o Parque Nacional do Juruena, localizado na divisa entre Mato Grosso e Amazonas.
O patrimônio natural sob tutela federal na Amazônia engloba 150 unidades que somam 64 milhões de hectares, abrigando comunidades tradicionais e povos indígenas distribuídos em oito estados.
Para o presidente do ICMBio, Mauro Pires, o desempenho comprova o papel estratégico dessas áreas na preservação ecossistêmica. “Nosso país tem, nessas unidades, um polo de proteção da vida”, afirmou, em posicionamento enviado à imprensa. “[A redução] significa também que ativos econômicos e o nosso patrimônio estão resguardados para as próximas gerações”.
Cenário no Cerrado
No bioma Cerrado, as reservas federais também experimentaram alívio na pressão ambiental, embora em ritmo mais moderado. A retração foi de 8% na comparação anual, com 47 quilômetros quadrados destruídos em 29 unidades que totalizam 6,25 milhões de hectares.
O volume suprimido representou uma fração menor do total verificado no bioma, que perdeu 5,5 mil quilômetros quadrados de vegetação, queda de 23% frente ao ciclo anterior. O mapeamento aponta que 70% da devastação nas reservas do Cerrado se concentram em três locais específicos: as Áreas de Proteção Ambiental Nascentes do Rio Vermelho, em Goiás, do Planalto Central, nas cercanias da capital federal, e a do Delta do Parnaíba.
Com informações Agência Brasil























