Mês de outubro finaliza com atrações culturais na ALMG
Concerto de piano e violoncelo, artesanato em tear e espetáculo de dança são atrações desta última semana do mês.
Na segunda-feira (26/10/26), às 20 horas, o Teatro da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) será palco para um concerto do projeto Segunda Musical dividido em duas partes. Na primeira, o pianista Gustavo Piffer apresenta obras de Almeida Prado e de Nadia Boulanger. Na sequência, Vinícius Gomes Reis, no violoncelo, e Gabriela Campolina, no piano, trazem composições de Ralph Vaughan Williams e Heitor Villa-Lobos.
Na Galeria de Arte, de segunda a quinta-feira (29), das 8 às 18 horas, o Mineiranças conta com a exposição de produtos da “Mostra da Associação dos Artesãos Nica Vilela – Fios e Formas de Itaguara”. Na mostra, o público poderá comprar produtos em tear manual, como colchas, jogos americanos, toalhas de mesa e de bandeja, panos de prato, tapetes, passadeiras, caminhos de mesa, toalhas de fogão e guardanapos em algodão cru e colorido, em diversas formas e dimensões.
Na quinta-feira, o Zás entra no ritmo da dança, com o espetáculo “Zuzus”, inspirado no legado da estilista e ativista mineira Zuzu Angel, que une dança, moda e memória para denunciar a violência contra a mulher e celebrar a resistência feminina. A apresentação, marcada para às 19h30, no Teatro, é uma conexão lúdica entre os anos de ditadura no Brasil e as lutas contemporâneas.
O espetáculo, do coletivo Mulheres em Dança, é idealizado e encenado pelas dançarinas Márcia Fabiano Neves, Marise Dinis, Flavi Lopes e Gabriela Christófaro, com direção e dramaturgia de Rita Clemente.
No palco, cerca de 200 peças de roupa integram a cenografia e simbolizam ausências, desaparecimentos e o exílio forçado. O figurino, assinado por Ananda Sette, resgata referências da década de 1970, mescladas a trajes de operários e peças elegantes.
Já a trilha sonora original, criada pela DJ Black Josie, reúne releituras e distorções de canções icônicas sobre censura e resistência, criando uma paisagem sonora que entrelaça o contexto histórico dos anos 1970 ao presente.
Sobre os artistas
Gustavo Piffer é pianista, professor e mestrando em música pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). É bacharel em música, com habilitação em piano pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O músico tem apresentado recitais com foco na obra de Almeida Prado, explorando a atuação e compreensão de indicações expressivas na construção do sentido e da experiência sonora.
Vinícius Gomes Reis é violoncelista, bacharel em música e ingressante no mestrado em performance musical pela UFMG. Sua trajetória inclui atuação em festivais e eventos no meio musical, como o Festival Internacional de Música em Casa (Fimuca), o Encontro de Músicos do Unasp-EC, os encontros da Associação Brasileira de Violoncelistas e o Festival Internacional de Música de Santa Catarina (Femusc).
Gabriela Campolina é pianista; graduou-se no bacharelado em piano pela UFMG. Após a graduação, aprofundou seus estudos em música de câmara por meio de disciplinas isoladas na UFMG. Atualmente, Gabriela é professora de piano e desenvolve trabalhos voltados ao ensino e à prática musical.
A Associação dos Artesãos Nica Vilela – Fios e Formas de Itaguara começou em 1985, quando trabalhadoras do artesanato se uniram formalmente para realizar trabalhos manuais. A iniciativa nasceu com a missão de promover a tecelagem, gerar trabalho e renda para as famílias locais e fortalecer a identidade cultural do município. Transmitido de geração em geração, esse ofício predominantemente feminino fixou as famílias no campo e evitou o êxodo rural à medida que a demanda pela tecelagem itaguarense crescia na região. Utilizando a técnica do tear mineiro de quatro pedais em estruturas tradicionais, os artesãos confeccionam peças utilitárias e decorativas — como forros de mesa, tapetes e colchas.
O coletivo Mulheres em Dança reúne artistas dedicadas a explorar as especificidades, desafios e potências do universo feminino. Com foco na criação e composição cênica em tempo real, o grupo toma a dança como um exercício contínuo de sororidade e elaboração dramatúrgica de viés feminino.
A trajetória do coletivo teve início em maio de 2018, e, no mesmo ano, a produção ganhou destaque nacional ao ser apontada pela revista Bravo! entre os 30 melhores trabalhos de dança do Brasil. O reconhecimento internacional veio em 2019, com a participação na 27ª Quinzena de Dança de Almada – International Dance Festival, em Portugal. Hoje, sob a liderança de Márcia Fabiano Neves e Marise Dinis, o Mulheres em Dança atua em parceria com artistas convidadas. Além da pesquisa cênica, o coletivo promove oficinas, residências, encontros e atos performáticos direcionados a pessoas que se identificam como mulheres.
Álbum de fotos
Foto: Willian Dias
Foto: Willian Dias
Foto: Willian Dias
Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Camila Magalhães
Fonte: ALMG























