O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro firmou a renovação de um pacto de cooperação técnica com o Instituto de Segurança Pública para intensificar o combate à criminalidade na região, com foco na integração de inteligência estratégica e modernização dos procedimentos investigativos.
Padronização de dados e inteligência
A formalização da prorrogação ocorreu por meio da assinatura do procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, e da diretora-presidente do ISP, Bárbara Caballero, introduzindo alterações específicas no plano de trabalho conjunto para otimizar as operações.
A finalidade central dessa união institucional consiste em uniformizar e expandir o tráfego de dados, assegurando maior exatidão aos recursos voltados à atividade de inteligência, ao monitoramento policial e às investigações criminais no território fluminense.
Novas ferramentas tecnológicas
Com a atualização dos termos pactuados, o MPRJ passará a contar com sete credenciais institucionais de acesso direto à plataforma ISPGeo, contemplando especificamente o módulo Polícias.
Além disso, o órgão ministerial receberá periodicamente, todos os meses, microdados referentes a ocorrências criminais, tanto georreferenciadas quanto não georreferenciadas, acompanhados do respectivo dicionário de variáveis para análise técnica.
Contrapartida e troca de informações
Em contrapartida ao suporte tecnológico recebido, o Ministério Público disponibilizará ao instituto as bases territoriais contendo os limites geográficos dos bairros situados nos municípios do estado, sempre que houver disponibilidade, acompanhadas dos marcos legais pertinentes.
A promotoria fluminense também repassará registros históricos atualizados a partir do ano de 2016, abrangendo dados estatísticos sobre audiências de custódia, autos de prisão em flagrante, denúncias oferecidas, procedimentos investigatórios criminais, arquivamentos, sentenças judiciais e recursos associados aos boletins de ocorrência.
Essa cooperação teve seu primeiro aditivo oficializado em dezembro de 2025, garantindo a manutenção do fluxo contínuo de dados indispensáveis para análises aprofundadas, investigações de alta complexidade e a elaboração de políticas públicas fundamentadas em evidências empíricas, com valididade prorrogada por mais 24 meses.
Fonte: Agência Brasil























