Quarta, 21 de outubro de 2026

Ministério Público do Rio renova parceria estratégica contra o crime

Nova fase da cooperação técnica prevê repasse mensal de microdados e novas credenciais de acesso ao sistema ISPGeo.
Ministério Público do Rio renova acordo para enfrentar criminalidade

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro firmou a renovação de um pacto de cooperação técnica com o Instituto de Segurança Pública para intensificar o combate à criminalidade na região, com foco na integração de inteligência estratégica e modernização dos procedimentos investigativos.

Padronização de dados e inteligência

A formalização da prorrogação ocorreu por meio da assinatura do procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, e da diretora-presidente do ISP, Bárbara Caballero, introduzindo alterações específicas no plano de trabalho conjunto para otimizar as operações.

A finalidade central dessa união institucional consiste em uniformizar e expandir o tráfego de dados, assegurando maior exatidão aos recursos voltados à atividade de inteligência, ao monitoramento policial e às investigações criminais no território fluminense.

Novas ferramentas tecnológicas

Com a atualização dos termos pactuados, o MPRJ passará a contar com sete credenciais institucionais de acesso direto à plataforma ISPGeo, contemplando especificamente o módulo Polícias.

Além disso, o órgão ministerial receberá periodicamente, todos os meses, microdados referentes a ocorrências criminais, tanto georreferenciadas quanto não georreferenciadas, acompanhados do respectivo dicionário de variáveis para análise técnica.

Contrapartida e troca de informações

Em contrapartida ao suporte tecnológico recebido, o Ministério Público disponibilizará ao instituto as bases territoriais contendo os limites geográficos dos bairros situados nos municípios do estado, sempre que houver disponibilidade, acompanhadas dos marcos legais pertinentes.

A promotoria fluminense também repassará registros históricos atualizados a partir do ano de 2016, abrangendo dados estatísticos sobre audiências de custódia, autos de prisão em flagrante, denúncias oferecidas, procedimentos investigatórios criminais, arquivamentos, sentenças judiciais e recursos associados aos boletins de ocorrência.

Essa cooperação teve seu primeiro aditivo oficializado em dezembro de 2025, garantindo a manutenção do fluxo contínuo de dados indispensáveis para análises aprofundadas, investigações de alta complexidade e a elaboração de políticas públicas fundamentadas em evidências empíricas, com valididade prorrogada por mais 24 meses.

Fonte: Agência Brasil

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