No Desfile de 7 de Setembro de 2026, em Brasília (DF), o Palhaço Bolinha, autônomo Renato Siqueira, de 53 anos, equilibrava 30 quilos de balões e algodões-doces coloridos em uma caminhada apressada ao longo da área do evento. Hoje, ele acordou às 4h30 em busca de clientes, vendendo seus produtos em meio ao colorido e ao suor que escorria de sua maquiagem.
Renato, que há oito meses atua em frente a escolas, teve a esperança de melhorar sua renda neste evento. Os algodões-doces são vendidos a R$ 10, enquanto os balões custam R$ 20. Ele transporta os algodões-doces de ônibus, mas não os balões, pois a entrega é feita pelo fabricante conforme ele se encontra nas ruas.
Os eventos como o Desfile da Independência, Dia das Crianças e Ano Novo são a oportunidade para aumentar suas vendas. Antes de se tornar ambulante, Renato ganhava um salário mínimo trabalhando com planos funerários, mas preferiu se dedicar ao comércio informal.
Outro ambulante, Gustavo Ferreira, de 30 anos, equilibrava churros de doce de leite e chocolate, vendidos a R$ 10, enquanto se dividia entre o trabalho como cobrador de ônibus e as vendas nesta data. Ele comentou: “Acordei às 4h e estamos na luta”.
Enquanto isso, Samuel Santos experimentava vender água de coco, novidade para ele, que atua como porteiro e vê no comércio informal uma forma de completar a renda. “Se der certo, eu vou continuar”.
Além deles, Reinivaldo Garcia, um paraibano de 54 anos, vendia bonés e chapéus a R$ 20, enfatizando a importância da educação para seus filhos, já que ele somente cursou até a 3ª série do primário.
Com a sensação de que não há tempo para pausas, cada um deles luta diariamente para garantir o sustento em um cenário desafiador.























