Quinta, 21 de maio de 2026

São Paulo: Vigilância contra Ebola é reforçada pela Secretaria de Saúde

São Paulo: Vigilância contra Ebola é reforçada pela Secretaria de Saúde
© Reuters/Gradel Muyisa Mumbere/Proibida reprodução

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo anunciou, nesta quinta-feira (21), o aumento da vigilância sobre a identificação, notificação, isolamento e atendimento de casos suspeitos de Ebola no estado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) registra quase 600 casos suspeitos e 139 mortes decorrentes do Ebola, com surtos ocorrendo na República Democrática do Congo e em Uganda.

De acordo com a Secretaria, o risco de transmissão da doença no Brasil é considerado baixo, devido à ausência de transmissão local no continente sul-americano, à falta de voos diretos com áreas afetadas e ao modo de transmissão do vírus, que ocorre por contato direto com fluidos corporais de indivíduos sintomáticos.

Apesar da baixa probabilidade, os serviços de saúde foram instruídos a monitorar possíveis casos, especialmente pessoas com febre que tenham viajado nos últimos 21 dias para regiões com relatos da doença.

“São Paulo atua de forma preventiva e mantém sua rede preparada para uma resposta rápida e segura. O estado está apto a lidar com a situação, possuindo protocolos definidos e equipes capacitadas para identificação e atendimento de casos suspeitos”, afirmou Regiane de Paula, coordenadora de Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças.

Atualmente, 51 casos do vírus estão confirmados em duas províncias ao norte da República Democrática do Congo. A OMS reconhece que a extensão do surto pode ser subestimada.

Os sintomas do Ebola incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, náuseas e, em casos graves, choques e falência múltipla de órgãos, com um período de incubação entre dois a 21 dias.

Em São Paulo, os casos suspeitos devem ser notificados imediatamente à Vigilância Epidemiológica municipal e ao Centro de Vigilância Epidemiológica estadual.

O Instituto de Infectologia Emílio Ribas é a unidade de referência para atendimento dessas ocorrências no estado.

Atualmente, não existem vacinas ou tratamentos aprovados para a cepa atual do Ebola, a Bundibugyo; as opções disponíveis são voltadas para a cepa Zaire, sem eficácia confirmada para o surto atual.

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