Quinta, 21 de maio de 2026

Projeto Hora do Breaking transforma a cultura hip hop em Itabira

Projeto Hora do Breaking transforma a cultura hip hop em Itabira
Foto: Guilherme Guerra/DeFato

A cultura hip hop tem impactado positivamente a vida de crianças e adolescentes nas escolas e comunidades periféricas de Itabira. O projeto Hora do Breaking se destaca como uma ferramenta de transformação social, promovendo a dança, música e expressão corporal para aqueles em situação de vulnerabilidade.

Idealizado pelo rapper Thiago SKP e coordenado pelo professor e b-boy Rafael Keiron, o projeto não se limita a ensinar dança, mas também incute valores fundamentais como respeito, coletividade e disciplina. Segundo Thiago SKP, o hip hop é uma via de mudança social, e o breaking representa uma forma de poesia corporal que desenvolve tanto o físico quanto o emocional dos participantes.

Na Escola Municipal Marina Bragança de Mendonça, situada no bairro Santa Marta, o Hora do Breaking já faz parte da grade curricular do ensino em tempo integral. Com três anos de atividade, o projeto tem a expectativa de, no próximo ano, ver alunos atuando como professores nos módulos iniciais. Thiago SKP destaca que os resultados são visíveis no cotidiano das famílias, com muitos pais reportando mudanças de comportamento em seus filhos.

“A gente recebe muitas mensagens de pais falando o quanto eles mudaram dentro de casa. Isso vale mais do que qualquer prêmio”, afirmou. A iniciativa é realizada em parceria com a Associação Crianças do Amanhã (ASCA) e a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SMEL), abrangendo sete núcleos na cidade.

O professor Rafael Keiron, com 18 anos de experiência no break, compartilha que sua trajetória também foi moldada por projetos sociais. Quebra de rótulos e construção de identidade são algumas das missões que ele busca nos jovens. “Esses são os lugares que mais precisam de arte, cultura e lazer”, ressalta.

A diretora da escola mencionou que o projeto traz um impacto claro no comportamento e desenvolvimento dos alunos. “É uma proposta inovadora que integra o que os alunos aprendem na escola com seus interesses pessoais”, comenta. As oficinas contribuem para a autoestima dos alunos e fortalecem a conexão entre a escola e a comunidade.

Thiago SKP enfatiza o projeto como uma maneira de dar voz e protagonismo às crianças das periferias, simbolizando a luta por espaço e reconhecimento: “Enquanto os leões não aprenderem a contar suas histórias, os caçadores serão glorificados”, concluiu.

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